Fumar durante a gravidez está associado ao aumento de risco de tensão arterial elevada quando o bebé atinge a idade adulta, a risco de obesidade na infância e de estado portador de bactéria que provoca infecção bacteriana invasiva, refere o livro “O essencial sobre tabagismo para médicos” que vai ser lançado no Dia Nacional do Não Fumador, 17 de Novembro, às 09h00, no Hospital de Braga.

Composto por 11 capítulos escritos por especialistas de diversas áreas que fazem a abordagem do problema do tabagismo na perspectiva do acompanhamento médico, o livro “O essencial sobre tabagismo para médicos” é editado por José Precioso, Manuel Macedo, Catarina Samorinha e Carolina Araújo.

No capítulo “O papel do pediatra na prevenção do tabagismo”, da responsabilidade de Henedina Antunes, médica no Serviço de Pediatria do Hospital de Braga, e Hugo Campos e José Precioso, da Universidade do Minho, é lançado um alerta para o perigo do fumo ambiental do tabaco (FAT) nas crianças, desde a concepção e durante o crescimento. “Os pediatras podem ajudar a prevenir logo no momento em que um feto, sem decisão nem escolha, pode, ou não, ser exposto ao fumo do tabaco da mãe fumadora ou de fumadores durante a gestação”, já que “o consumo do tabaco durante a gestação associa-se a menos 150 a 200 gramas em média de peso do recém-nascido” e está associado “ao aumento do risco de tensão arterial elevada quando o bebé atingir a idade adulta”.

De igual modo, o consumo de tabaco pela mãe mostrou “estar relacionado significativamente a alterações do tamanho dos rins ao nascimento”, facto que poderá explicar “uma parte da fisiologia do risco” de tensão alta, e associa-se “ao aumento de risco de infecção bacteriana invasiva, nomeadamente infecção meningocócica” e à morbilidade e “redução precoce da função respiratória” na criança.

No capítulo “Tabaco controvérsias – um testemunho médico”, o autor, Manuel Macedo, médico na Unidade de Pneumologia do Hospital de Braga, considera que “é mais difícil que um fumador inicie a cessação tabágica de uma forma abrupta – apesar dos ansiolíticos – do que de um modo gradual”. Na Consulta de Apoio ao Fumador, cuja equipa multidisciplinar coordena, o autor constata que “o método que se tem mostrado recorrentemente mais eficaz é o paciente iniciar a toma da medicação prescrita e reduzir gradualmente o número de cigarros fumados diariamente”.

15 de novembro de 2011

@SAPO

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