A Direção-Geral da Saúde (DGS) marcou para as 17h00 desta sexta-feira uma conferência de imprensa para anunciar as conclusões do parecer da Comissão Técnica de Vacinação contra a COVID-19 sobre a administração de vacinas contra a COVID-19 naquela faixa etária.

Apesar de a SIC Notícias ter avançado que a DGS tinha aprovado a vacinação contra a COVID-19 dos adolescentes entre os 12 e os 15 anos, a estação de televisão voltou atrás, justificando-se com o facto de ter recebido informação falsa a partir de "um membro do Executivo".

Portugal regista hoje 14 mortes atribuídas à COVID-19, 2.595 novos casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e uma redução nos internamentos em enfermaria e cuidados intensivos, segundo os dados oficiais. De acordo com o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS)estão hoje internadas 924 pessoas com covid-19, menos 30 em relação a quinta-feira, 199 das quais em cuidados intensivos, menos nove nas últimas 24 horas.

A área de Lisboa e Vale do Tejo com 913 casos e a região Norte com 950 têm 71,7% do total das novas infeções verificadas nas últimas 24 horas.

As 14 mortes ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo (4), na região Norte (5), na região Centro(1) na região do Alentejo (2) e na região do Algarve (2).

A pandemia de COVID-19 matou, até hoje, pelo menos 4.202.179 pessoas no mundo desde o final de dezembro de 2019, segundo um levantamento realizado pela agência de notícias francesa AFP com base em fontes oficiais. Mais de 196.580.980 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

Os números são baseados em relatórios diários das autoridades de saúde de cada país, recolhidos até às 11:00 em Lisboa, e excluem revisões posteriores de agências estatísticas, como ocorre na Rússia, Espanha e Reino Unido.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou que, levando em consideração o excesso de mortalidade direta e indiretamente vinculado à covid-19, os resultados da pandemia podem ser duas a três vezes superiores aos registados oficialmente.

Na quinta-feira, 10.191 mortes e 642.547 novos casos foram registados em todo o mundo.

Os países que registaram o maior número de mortes nos seus levantamentos mais recentes são a Indonésia com 1.759 novas mortes, Brasil (1.318) e Rússia (794).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 612.122 mortes para 34.751.045 casos, segundo o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 554.497 mortes e 19.839.369 casos, a Índia com 423.217 mortes (31.572.344 casos), o México com 239.997 mortes (2.810.097 casos) e o Peru com 196.214 mortes (2.108.595 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 595 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Hungria (311), Bósnia-Herzegovina (295), República Checa (284) e Macedónia do Norte (264).

A Europa totalizou, até hoje 1.200.163 mortes para 58.154.095 casos, a América Latina e o Caraibas 1.368.987 mortes para 40.639.072 casos, a Ásia 664.785 mortes (44.481.773 casos), os Estados Unidos e Canadá 638.697 mortes (36.180.135 casos), a África 168.583 mortes (6.635.899 casos), o Médio Oriente 159.597 mortes (10.408.561 casos) e a Oceania 1.367 mortes (81.446 casos).

Desde o início da pandemia, o número de testes realizados aumentou substancialmente e as técnicas de rastreio e despistagem melhoraram, levando a uma subida do número dos contágios declarados.

O número de casos diagnosticados, no entanto, reflete apenas uma fração do total real dos contágios, com uma proporção significativa dos casos menos graves ou assintomáticos não detetados.

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