"O peito escavado ou pectus excavatum é uma doença caracterizada por uma deformação das costelas e do esterno, que afeta, na sua maioria, pessoas altas e magras. Do ponto de vista clínico, é uma doença que pode ter consequências avassaladoras para o doente com a manifestação de sintomas como dor torácica, falta de ar e intolerância ao exercício físico", revela Tiago Henriques Coelho, cirurgião pediátrico no Hospital Lusíadas Porto.

E acrescenta: "A doença tem também graves repercussões para o doente a nível psicológico e social, uma vez que este fica condicionado a uma imagem com a qual não se identifica, evitando todo o tipo de atividades que exigem uma maior exposição do corpo como, por exemplo, ir à praia ou à piscina com os amigos".

Relativamente ao tratamento, o médico revela que em crianças pode ser realizado através de uma abordagem não cirúrgica, embora no adolescente e no adulto o cenário seja diferente: "nestes casos é necessário um tratamento cirúrgico com recurso a técnicas minimamente invasivas, nomeadamente a toracoscopia. A técnica de Nuss é a de eleição, uma vez que permite a correção cirúrgica da doença sem cicatriz visível".

Donald Nuss, um dos cirurgiões pediátricos mais influentes das últimas décadas ao descrever esta técnica cirúrgica totalmente inovadora no tratamento da doença, vai estar em Portugal para participar no Oporto Pectus Meeting 2016. A iniciativa decorre no dia 2 de julho, entre as 9h e as 17h30, no Hospital Lusíadas Porto, e conta com a participação de 100 especialistas e de um doente para contar a história na primeira pessoa.

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