A atual crise financeira vai ter impactos "muito significativos" no aumento de algumas doenças mentais e da taxa do suicídio em alguns setores da população, declara a Direção-geral da Saúde (DGS).

O psiquiatra Carlos Brás Saraiva sublinha o que a DGS elaborou no seu Programa Nacional para a Saúde Mental (PNSM), afirmando à Antena1 que uma das consequências da crise é a subida do número de suicídios e de tentativas de suicídio. Segundo o especialista, a maior parte das pessoas que se suicidam são homens com mais de 50 anos e chefes de família.

Nesse sentido, a DGS considera ser necessário que o PNSM tome “em devida conta” esta nova realidade. “Se o investimento no desenvolvimento dos serviços comunitários para doentes mentais graves já era uma prioridade antes da crise, é-o ainda mais agora”, refere o documento divulgado na sexta-feira no site daquele organismo do Ministério da Saúde.

A DGS adianta que os constrangimentos económicos atuais constituem também “uma oportunidade para se proceder a reformas importantes, até agora de difícil implementação”, tais como a adopção de diretrizes para a prescrição racional de psicofármacos e o envolvimento de profissionais não-médicos em programas terapêuticos.

Esta segunda feira assinala-se o 10º aniversário do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, efeméride promovida pela Associação Internacional de Prevenção do Suicídio em conjunto com a Organização Mundial de Saúde. Este ano, a data apresenta-se com o lema «Prevenção do suicídio em todo o mundo, reforçando os factores de proteção e fomentando a esperança». De forma a aumentar a eficiência na prevenção do suicídio, a campanha deste ano estará direcionada não apenas à redução dos factores de risco, mas também para o reforço dos factores de proteção, com o objetivo de prevenir a vulnerabilidade ao suicídio e reforçar a resiliência das pessoas.

10 de setembro de 2012

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