O professor de medicina da Universidade de Oxford John Bell disse à BBC Radio 4 que mais de mil pessoas foram vacinadas na primeira fase do projeto e que até agora tudo está a correr bem e que a substância parece segura.

Os investigadores precisam agora de perceber se aqueles que foram inoculados estão imunizados contra a doença, mas o académico referiu que “a doença está a diminuir” e que existe o risco de não existir “doença ativa” suficiente para infetar os voluntários.

Esta situação levou os investigadores do Instituto Jenner, associado à universidade, a adotarem uma abordagem diferente para os voluntários ficarem expostos ao vírus.

"Temos muita informação sobre onde está a doença e a população que ainda corre um risco muito elevado é de profissionais de saúde. Eles [voluntários] vão ser colocados junto da população de profissionais de saúde, porque a prevalência da doença é de cerca de 4%”, explicou.

“Não estamos longe da resposta, se continuarmos a trabalhar”, afirmou John Bell. 

Este responsável tinha afirmado anteriormente confiança de que os testes clínicos poderiam estar terminados em agosto se os investigadores tivessem provas de uma forte resposta imunitária em meados ou finais de maio.

A Universidade de Oxford formou no final de abril uma parceria com a farmacêutica britânica AstraZeneca para os testes e posterior produção em larga escala e distribuição da vacina, caso venha a ter sucesso.

O projeto recebeu do Governo britânico 20 milhões de libras (23 milhões de euros) para estudar potenciais vacinas e para financiar os testes.

Nos termos da parceria, se a vacina for adotada, a AstraZeneca irá trabalhar com os seus parceiros internacionais para a distribuir, concentrando-se especialmente em torná-la acessível em países com baixos e médios rendimentos.

Veja o vídeo: O que acontece ao vírus quando entra em contacto com o sabão?

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