“O impacto social está na nossa missão e achamos de facto que a maneira de maximizar o nosso impacto social é fazermos isto, num período em que poderíamos aproveitar para cobrar mais, porque há excesso de procura dos nossos serviços, estamos a fazer o contrário e a oferecer os nossos serviços”, afirmou José Bastos, fundador da empresa tecnológica em fase de desenvolvimento.

Nascida há quatro anos no Parque da Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC), a Knok, uma das ‘startup’ que se aliou ao movimento Tech4Covid-19, cujo objetivo é encontrar soluções tecnológicas para o combate à pandemia, organizou uma equipa de “40 médicos em regime de voluntariado”.

Segundo o responsável, desde que a plataforma ‘Knok HealthCare’ passou a ser gratuita a toda a população, o número de consultas médicas “aumentou substancialmente”.

“Neste momento, mais que duplicámos o número de consultas referentes a fevereiro e mais que triplicámos em relação a janeiro”, afirmou José Bastos, adiantando que medicina geral e familiar, pediatria, obstetrícia e ginecologia são as principais especialidades.

Inicialmente, explicou, “as pessoas procuravam a aplicação por motivos relacionados com a gripe e agora, que os hospitais e centros de saúde estão a adiar as consultas não urgentes, começam a procurar mais estas especialidades, que são coisas menos esperadas num momento inicial, mas que a certa altura precisam de ir às consultas de rotina e não conseguem marcar com os respetivos médicos”.

De acordo com José Bastos, a aplicação contém a lista de médicos que estão disponíveis em cada especialidade médica, sendo que, depois de marcada a consulta, o utente é notificado para confirmar o seu agendamento.

“A partir daí, é como as aplicações normais destes serviços, a pessoa recebe uma notificação a avisar que a consulta vai começar”, acrescentou, adiantando ainda que, em média, cada consulta dura cerca de 15 minutos.

A Knok, que trabalha também com seguradoras e profissionais de saúde, faz “quase 400 consultas por dia”, sendo que o serviço gratuito assegurado pelos médicos voluntários corresponde apenas “a uma parte”.

Neste momento, o movimento Tech4Covid-19, que junta mais de quatro mil voluntários a trabalharem em 40 projetos, conta já com 130 mil euros angariados para dar resposta a algumas necessidades de profissionais de saúde, hospitais e população em geral devido à covid-19.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 163 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes, mais 20 do que na véspera (+14,3%), e 7.443 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 1.035 em relação a segunda-feira (+16,1%).

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