Aos seis mil testes que podem ser feitos em unidades do Sistema Nacional de Saúde (SNS), somam-se mais 2.600 disponíveis nos sistemas convencionados, o que perfaz uma capacidade diária de 8.600 testes, indicou Lacerda Sales.

“Há ainda uma reserva para os próximos dias num total de 24 mil de testes, 17 mil no SNS e sete mil nos convencionados”, disse o governante, na conferência de imprensa diária que decorreu no Ministério de Saúde, em Lisboa.

O primeiro-ministro disse recentemente que tinham sido comprados 280.000 testes de despiste para a covid-19 e que esta semana chegariam 80 mil.

Lacerda Sales disse também que, ainda hoje, elementos do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge reúnem-se com um conjunto de peritos e da DGS para começarem a fazer uma aferição da pertinência dos testes rápidos.

Outro dos assuntos abordados na conferência de imprensa foram os lares de idosos e a possível falta de testes para todos.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas referiu que a partir de quinta-feira o paradigma de utilização dos serviços passa a ser diferente e que se passa a poder recorrer ao setor público ou privado mais próximo para a realização dos testes.

“Deixamos de estar na fase de contenção, passando-se a poder recorrer ao laboratório mais próximo, público ou privado. Vamos alargar a oferta de testes às pessoas dos lares que os deverão fazer no local mais próximo”, afirmou.

Sobre os casos positivos que possam ocorrer nos lares de idosos, Graças Freitas aconselhou que, com as forças locais, haja a separação de pessoas que são casos confirmados de covid-19 de não infetados.

“Sempre que for possível num lar fazer essa separação será feita, quando não for possível localmente tem de se encontrar  uma solução porque isso é um princípio de saúde pública”, acrescentou, lembrando que cada lar pertence geograficamente a área de um agrupamento de centros de saúde que tem uma autoridades de saúde.

Em Portugal, há 43 mortes, mais 10 do que na segunda-feira e 2.995 infeções confirmadas, segundo o balanço feito pela Direção-Geral da Saúde, que regista 633 novos casos em relação a terça-feira.

O boletim epidemiológico diário da DGS indica que estão confirmadas 20 mortes na região Norte, 10 na região Centro, 12 na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma no Algarve.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

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