O Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra adotou “medidas muito acertadas e corajosas” para conseguir manter a sua atividade, “assegurando a proteção dos doentes” face à pandemia de covid-19, disse hoje à agência Lusa o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes.

A atividade do IPO de Coimbra, que faz “mais de 40 mil consultas por ano”, registou, no entanto, desde o início da pandemia, “uma diminuição de cerca de 20% de visitas de doentes”, na maior partes dos casos por recearem ser infetados pelo novo coronavírus, sublinhou.

Carlos Cortes falava à agência Lusa depois de hoje ter visitado e reunido com responsáveis do IPO de Coimbra, designadamente com a presidente da administração, Maria Margarida Ornelas, e diretora clínica, Ana Pais.

As consultas e tratamentos daqueles doentes “são muito importantes”, mas, apesar das condições criadas pelo estabelecimento para que fossem efetuadas e/ou retomados com total segurança, ficaram por fazer “cerca de sete mil”, frisou.

Mas, “nesta fase”, todas as consultas adiadas “já foram feitas ou estão agendadas”, salientou ainda Carlos Cortes, relevando “o esforço muito grande” feito pelo IPO para “recuperar [essas] consultas e tratamentos”.

O presidente da SRCOM realçou igualmente “o esforço muito grande” do IPO para, mesmo durante a pandemia, manter os “traços de humanização” destes hospital, designadamente adquirindo equipamento informático, como ‘tablets’, para permitir visitas virtuais aos doentes internados, particularmente aqueles que estão em fase terminal.

“Mesmo em condições excecionais”, resultantes da pandemia, os doentes puderam contactar com familiares e amigos, frisou Carlos Cortes, referindo que, “nesta época de covid-19, a equipa de humanização [do hospital] foi reforçada”.

O IPO de Coimbra conseguiu e consegue “manter os cuidados aos seus doentes e em segurança”, mas “é muito importante que, agora, estes não fiquem em casa, que vão às consultas e tratamentos”, pois este “não é o momento de terem receio”, sintetizou.

A deslocação de hoje de uma delegação da SRCOM àquele estabelecimento insere-se na série de visitas que, desde 11 de maio, tem vindo a fazer a hospitais da região Centro, com “o intuito de avaliar como se organizaram” as unidades de saúde e “encontraram as melhores soluções face a esta emergência epidemiológica”.

Os hospitais “souberam organizar-se e encontrar respostas num contexto muito difícil, fizeram um trabalho notável”, concluiu Carlos Cortes.

Faltou, porém, “coordenação superior”, lamentou o responsável da OM, considerando que “os hospitais estiveram um pouco sós, falhou a coordenação por parte de quem tem de gerir o Serviço Nacional de Saúde (SNS), do Ministério da Saúde, portanto”.

Além do IPO de Coimbra, a Ordem dos Médicos do Centro já esteve no Hospital Distrital da Figueira da Foz, no Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro Rovisco Pais, na Tocha (Cantanhede), no Hospital Sousa Martins (Guarda), no Hospital CUF e na Casa de Saúde São Mateus (Viseu), no Hospital Dr. Francisco Zagalo e no Hospital de Campanha (Ovar) e no Centro Hospitalar São Francisco (Leiria).

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