Na capital de distrito, mantêm-se 120 camas no Pavilhão do Fontelo, que só serão desmontadas caso o Governo dê indicações que permitam retomar as atividades desportivas que habitualmente aí se realizam, disse à agência Lusa a vereadora Cristina Brasete.

Caso tal venha a acontecer, a vereadora já deu uma garantia ao hospital e à Segurança Social: “Não vamos desmontar as camas do pavilhão sem ter outro espaço onde as montar”.

Cristina Brasete explicou que a autarquia está a procura de um espaço que possa ficar operacional para servir de hospital de campanha “eventualmente até ao próximo ano por esta altura”.

Segundo a vereadora, felizmente, nem estas 120 camas colocadas no Pavilhão do Fontelo (no âmbito de uma parceria com o Exército, o hospital e a Segurança Social), nem as cerca de 80 que estavam em quatro escolas da cidade, foram precisas.

As camas colocadas nas escolas para o caso de ser necessário evacuar lares de idosos foram desmontadas esta semana, atendendo ao facto de, na segunda-feira, retomarem as atividades do pré-escolar.

“Temos as camas guardadas num armazém mas, se for preciso, em um ou dois dias montamos tudo”, frisou.

O Pavilhão do Fontelo “ficará de reserva quer para o hospital, quer para os lares”, e será o primeiro espaço a ser ativado em caso de necessidade, acrescentou.

A Câmara de Viseu adquiriu também 200 camas de campanha que ficaram de reserva. Toda esta operação implicou um investimento total de cerca de 30 mil euros nas estruturas municipais.

No concelho de Santa Comba Dão, foram disponibilizadas cem camas e também 40 colchões para qualquer necessidade da Proteção Civil, disse à Lusa fonte da autarquia.

“Foi feito um investimento de 3.762 euros, sendo que grande parte das estruturas disponibilizadas já faziam parte de uma reserva da autarquia, no quadro da proteção civil municipal”, explicou.

Nenhuma cama foi usada, mas a autarquia manterá estas estruturas disponíveis enquanto o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil estiver ativado.

A Câmara de Nelas equipou o centro escolar com 100 camas, num investimento de 60 mil euros, ao qual se juntou a ajuda de empresas sediadas no concelho que contribuíram com o que tinham (como plastificados, colchões, separadores de cama em madeira e móveis).

Segundo o presidente da autarquia, José Borges da Silva, este espaço nunca foi utilizado, mas irá manter-se até setembro, “porque o município de Nelas ainda está em estado de alerta” e por “ainda não se saber muito bem o que vai acontecer”.

“Das 60 crianças que lá frequentam o pré-escolar, só 20 a 25 é que retomam as atividades na segunda-feira”, explicou o autarca à Lusa, acrescentando que houve uma reunião com os pais, na qual foi decidido que elas irão para Carvalhal Redondo, tendo o transporte e outros apoios assegurados pela autarquia.

Uma retaguarda que também o presidente da Câmara de Castro Daire vai manter nos dois pavilhões gimnodesportivos que montou, em Mões e na sede do concelho, cada um com capacidade para 30 camas (nenhuma das quais foi usada) e onde investiu cerca de 20 mil euros.

“É sempre um investimento que ali fica ao serviço da proteção civil, porque nunca se sabe se algum dia precisaremos”, justificou Paulo Almeida.

Também Moimenta da Beira (30 camas), Carregal do Sal (30 camas articuladas, mais 30 sacos cama), São Pedro do Sul (40 camas) e Tabuaço (70 camas) investiram essencialmente neste mobiliário e na roupa para o equipar.

Os autarcas desvalorizaram o investimento, por não o considerarem significativo, e não esconderam a felicidade por não ter sido usada uma única cama. Estes espaços serão mantidos, pelo menos, até setembro.

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