Em declarações aos jornalistas no final de mais uma sessão técnica sobre a evolução da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, no Infarmed, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa confirmou que "tudo se encaminha" para uma renovação do estado de emergência no final desta semana, por novo período de 15 dias até 02 de maio.

"Mas essa renovação pode ser que nalgumas facetas signifique, não diminuir a exigência de abril, não, em relação à circulação das pessoas, mas apontar já para aquilo que vai ser a realidade de maio", admitiu.

Segundo o Presidente da República, os dados registados até esta fase do mês de abril permitem "olhar para maio" como "um mês já diferente, que é um mês já de transição progressiva".

"Se abril correr até ao fim como esperamos, então em maio os portugueses vão começar a habituar-se à ideia de conviverem socialmente com a realidade de um vírus que foi vencido naquilo que representava de um risco grave, ou, mesmo no início, gravíssimo, para a sociedade portuguesa, e passa a ser um dado da vida do dia a dia", afirmou o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que, "naturalmente, é uma transição que, em Portugal, como noutros países europeus, terá de ser feita com precaução, com as mesmas atitudes que os portugueses têm tido, de seriedade, de proteção sanitária, de distanciamento no convívio com os outros, mas com uma retoma progressiva da vida social e económica".

Questionado se essa "retoma progressiva" acontecerá com ou sem nova renovação do estado de emergência durante o mês de maio, o chefe de Estado respondeu: "É cedo para, nesta ocasião, estarmos a falar do que vai ser assunto a decidir no início de maio".

"E para isso haverá uma nova reunião, proposta pelo senhor primeiro-ministro, no dia 28 de abril, para ver os dados, ver a evolução, fazer o balanço do que se passou em abril, e depois naturalmente decidir em relação ao futuro imediato, a maio", adiantou.

Interrogado se terá em conta ao tomar essa decisão o facto de maio ser um mês de celebrações religiosas em Fátima, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que "maio ser um mês de transição para o convívio económico e social com a realidade do vírus não significa correr riscos que são contraditórios com o caminho seguido até aqui".

"E qualquer pessoa perceberá que há uma preocupação fundamental que vai estar presente: essa é uma transição incompatível com fenómenos de massas que qualquer observador comum perceberá que significariam um risco muito agravado em termos de contaminação", reforçou.

Retomando a sua mensagem de há uma semana de que era preciso "ganhar abril" para ter "passos em maio de liberdade", Marcelo Rebelo de Sousa referiu que agora "faltam duas semanas", mas que a evolução do combate à covid-19 neste mês "está a correr bem" e mostrou-se confiante de que "vai correr bem".

"Isso permite que maio comece a ser progressivamente diferente", reforçou, sustentando que "esse é um sinal importante de esperança para aqueles que estão confinados há tanto tempo, com tantos sacrifícios, com tantas penosidades, porque representa a tal luz ao fundo do túnel de que falava o senhor primeiro-ministro".

No entanto, defendeu que "é preciso continuar a fazer aquilo que foi feito quer no mês de março quer neste mês de abril, porque isso é a base do sucesso, o sucesso está no comportamento dos portugueses".

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou quase 127 mil mortos e infetou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Em Portugal, morreram 599 pessoas das 18.091 confirmadas como infetadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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