O chefe de Estado está reunido esta manhã com os ministros no Conselho de Defesa no Palácio do Eliseu.

Macron vai dirigir-se aos franceses pela televisão hoje às 20:00, horário local (19:00 em Lisboa), anunciou o Palácio do Eliseu, enquanto novas medidas em grande escala são esperadas pelos franceses face a uma grave terceira onda da epidemia da covid-19 no país.

Para decidir as novas medidas, Emmanuel Macron vai levar em conta os dados mais recentes da pandemia no país, já com o efeito do confinamento híbrido colocado em prática, há 13 dias, em 16 e depois 19 departamentos franceses.

A tendência continua preocupante com o aumento dos números de casos, que colocam os hospitais sob forte tensão. O número de pacientes em cuidados intensivos subiu para 5.072, acima da capacidade normal dos hospitais e do pico da segunda onda em novembro. A taxa de incidência também aumentou.

Incluindo os pacientes com covid-19 e outros, quase nove em cada 10 camas nos cuidados intensivos (6.833 de 7.665 em 26 de março) estão ocupados atualmente, de acordo com o Ministério da Saúde francês.

Esta degradação só aumentou a pressão sobre o chefe de Estado, instado por muitos médicos, mas também pela oposição, para tomar medidas mais eficazes, inclusive com um confinamento rigoroso.

A autarca de Paris, a socialista Anne Hidalgo, pediu hoje o encerramento das escolas na capital, tendo em vista a "grave" situação de saúde e a "enorme desorganização" dos estabelecimentos.

“A situação é muito grave”, sublinhou Hidalgo em declarações ao canal BFMTV, lembrando que na capital existem 850 turmas encerradas com 20 mil alunos afetados.

A autarca acrescentou que a taxa de incidência entre os jovens entre os 15 e os 19 anos é de 850 por 100 mil nos últimos sete dias na capital, diante dos 377 no país como um todo.

O presidente de la Federação de Hospitais de França, Frédéric Valleteux, sustenta a posição de Hidalgo, afirmando que “o encerramento das escolas é hoje uma necessidade” como forma de conter as infeções face à progressiva saturação dos serviços de cuidados intensivos.

Valleteux lembrou que atualmente “há encerramentos em grande escala de turmas” devido ao surgimento de casos positivos entre os alunos.

“As escolas devem ser encerradas. Em todo caso, as férias da Páscoa estão a chegar”, disse Valleteux.

Precisamente, uma das possibilidades que o Governo estuda é unificar essas férias da Páscoa em todo o país para que os alunos fiquem em casa durante duas semanas.

Na França, algumas férias escolares são gozadas em diferentes fases por região para evitar viagens em grande escala em datas específicas.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.792.586 mortos no mundo, resultantes de mais de 127 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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