O anúncio foi feito após uma reunião realizada na sexta-feira à noite entre Schallenberg e os líderes dos estados austríacos para discutir a resposta a adotar face ao número crescente de casos de infeção pelo coronavírus SARS-Cov-2, que causa a doença covid-19.

“A pandemia ainda não ficou para trás das costas”, disse Schallenberg, acrescentando que se está a aproximar “uma pandemia de não vacinados”.

O chanceler adiantou que, se o número de doentes com covid-19 internados nos cuidados intensivos dos hospitais chegar a 500, ou 25% da capacidade total dessas unidades no país, irá impor restrições, permitindo a entrada em restaurantes e hotéis apenas a pessoas vacinadas ou que recuperaram da doença.

Se o número chegar a 600, ou seja, um terço da capacidade total das unidades de cuidados intensivos, o Governo só autorizará a saída de casa de não vacinados por motivos de força maior.

Atualmente, estão internados nos cuidados intensivos da Áustria 220 doentes com covid-19.

Na semana passada, a Áustria registou 20.408 novos infetados, de acordo com autoridades de saúde, elevando a média de sete dias para 228,5 por cada 100.000 habitantes.

Na semana anterior, o número era de 152,5 por cada 100.000 habitantes.

Embora o Governo da Áustria tenha incentivado os cidadãos a vacinarem-se, o esforço diminuiu nos últimos meses.

Cerca de 65,4% da população total recebeu uma dose da vacina e 62,2% estão totalmente vacinados.

Uma nova vaga de covid-19 está a ganhar terreno em toda a Europa, atingindo sobretudo os países com taxas de vacinação baixas, mas também os jovens, e obrigando os governos a reimpor restrições.

A situação é sentida com mais impacto no centro e leste europeu, mas também no Reino Unido ou nos Países Baixos.

A Organização Mundial da Saúde revelou, na quarta-feira, ter sido registado um aumento de 7% nos novos casos de coronavírus na Europa, única região do mundo onde os novos casos aumentaram.

A covid-19 já provocou pelo menos 4.926.579 mortes em todo o mundo, entre mais de 242,39 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência francesa de notícias AFP.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

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