Em Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciará os primeiros passos para começar a aliviar em meados de maio o rígido confinamento da população, em vigor desde 14 de março, e reativar a economia.

A nova etapa é possível, depois de o país ter registado esta terça-feira o quinto dia consecutivo com menos de 400 mortes diárias, com 301 vítimas fatais. Esse número confirma uma desaceleração dos óbitos diários desde que o país superou o pico de contágios no início de abril, quando chegou a registar 950 vítimas fatais em 24 horas.

Com 23.822 mortes, Espanha, o terceiro país mais afetado pela pandemia no mundo, atrás de Estados Unidos e Itália, começou a flexibilizar no domingo as regras de confinamento. Pela primeira vez em mais de seis semanas, as crianças puderam ir às ruas para um passeio diário, acompanhadas por um adulto.

 Nova etapa "progressiva"

Os espanhóis também aguardam com expectativa os planos do governo para reativar a economia do país, onde a taxa de desemprego subiu para 14,4% no primeiro trimestre do ano. Este dado não considera, porém, as pessoas afetadas pelos planos de suspensão temporária de emprego, o que significa que a situação é ainda mais dramática.

Em França, onde o vírus já matou mais de 23.000 pessoas, o primeiro-ministro Edouard Philippe deve revelar o aguardado plano de suspensão progressiva do confinamento imposto desde 17 de março no país.

As medidas serão anunciadas no Parlamento, com um debate e uma votação em seguida, mas com a presença de apenas 75 dos 577 deputados na Assembleia Nacional para respeitar o distanciamento social. Os demais devem votar por videoconferência.

A "nova etapa" será "progressiva", antecipou o presidente Emmanuel Macron no seu mais recente discurso exibido na televisão, durante o qual alertou que as regras devem ser "adaptadas" em função dos resultados.

Ao contrário de Itália, que vai manter as escolas fechadas até setembro, e da Espanha, que ainda não decidiu se as escolas poderão reabrir ainda no atual ano letivo, França deve permitir um regresso voluntário das aulas a partir de 11 de maio.

Também existe a possibilidade de permissão da reabertura de alguns estabelecimentos comerciais "não essenciais" e a autorização de deslocamentos entre as cidades. Mas o governo já antecipou que restaurantes e cafés permanecerão fechados por mais tempo.

Surfistas regressam às praias na Austrália

A pandemia matou 211.000 pessoas no mundo, 85% delas na Europa e nos Estados Unidos, desde o surgimento na China em dezembro, de acordo com um balanço da AFP. Oficialmente foram registados 3.030.240 contágios no mundo, mas o número real será muito superior.

A Europa, com 126.793 mortes e 1.404.171 casos, é o continente mais afetado. Os Estados Unidos lideram a lista de países com mais vítima (56.253), seguido por Itália (26.977), Espanha (23.822), França (23.293) e Reino Unido (21.092).

Como uma ilustração do fim do confinamento desejado por parte do planeta, os surfistas australianos regressaram à famosa praia de Bondi, em Sydney. O "templo" do surf foi aberto ao público nesta terça-feira, e dezenas de pessoas decidiram desafiar as ondas nas primeiras horas da manhã.

Na vizinha Nova Zelândia, os habitantes celebraram o alívio das medidas de confinamento e voltaram a frequentar lojas, restaurantes e cafés que reabriram as portas.

Ao mesmo tempo, a guerra de acusações entre China e Estados Unidos pela pandemia não dá tréguas. Pequim criticou as "mentiras descaradas" de Washington, depois de o presidente americano, Donald Trump, afirmar na segunda-feira que poderia exigir da China, origem da pandemia, uma compensação financeira pelos danos causados pela crise de saúde.

Nos Estados Unidos, os restaurantes reabriram as portas na Geórgia. No Texas, restaurantes, museus, cinemas e teatros poderão voltar a funcionar na sexta-feira, mas com apenas 25% da sua capacidade.

No estado de Nova Iorque, no entanto, o confinamento prosseguirá em vigor pelo menos até 15 de maio, uma decisão aprovada por 87% da população local, segundo uma sondagem.

O jornal "The Washington Post" informou que o presidente Donald Trump recebeu várias advertências em janeiro e fevereiro dos seus serviços de Inteligência sobre os perigos do novo coronavírus. No entanto, Trump declarou emergência nacional apenas a 13 de março, quando a bolsa registava fortes quedas e o número de casos aumentava em Nova Iorque.

Na América Latina e Caribe, o vírus alastra, com 8.897 mortes e 177.829 contagiados. No Brasil, que regista o maior número de casos confirmados no continente, tiroteios no conjunto de favelas que integram o Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, interromperam na segunda-feira a distribuição de alimentos e itens de higiene feita por voluntários.

Jogos Olímpicos cancelados?

No mundo do desporto, também afetado pela pandemia, o presidente do comité organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Yoshiro Mori, afirmou que o evento, adiado para 2021, pode ser cancelado, se a pandemia do coronavírus não for controlada.

Em toda a história, as Olimpíadas foram canceladas apenas em períodos de guerra. Por isso, Yoshiro Mori comparou a luta contra a COVID-19 como uma "uma batalha contra um inimigo invisível".

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