Portugal tem hoje mais 2.608 casos de infeção pelo coronavirus SARS-CoV-2, o valor diário mais elevado desde o início da pandemia, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Mais de metade dos novos casos (51,8%) foram registados no Norte do país (1.350 novas infeções).

É o terceiro dia consecutivo que Portugal tem mais de dois mil novos casos, após os 2.072 registados na quarta-feira e os 2.101 na quinta-feira.

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No total, Portugal contabilizou até esta sexta-feira 2.149 mortes associadas à COVID-19 e 95.902 casos de infeção, de acordo o documento hoje divulgado. Em relação a quinta-feira, registaram-se mais 21 óbitos, 2.608 infetados e 985 recuperados. Ao todo há 56.066 casos de recuperação assinalados em território nacional.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 944 óbitos (+10 do que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (866 +9), Centro (277 +2) e Alentejo (26 =). Pelo menos 21 (=) mortes foram registadas no Algarve. Há 15 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 1.015 doentes internados, mais 22 que ontem, e 144 em unidades de cuidados intensivos, mais cinco do que na quinta-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 37.687 casos ativos da infeção em Portugal - mais 1.602 que ontem - e 51.784 pessoas em vigilância pelas autoridades – mais 183 indivíduos.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país que regista o maior número de infeções, com 46.246 (+725), seguida da região Norte (37.157 +1.350), da região Centro (7.834 +323), do Algarve (2.124 +44) e do Alentejo (1.914 +150). Nos Açores, existem 310 casos confirmados (+4) e na Madeira 317 (+12).

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 1.446 (+13) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (420 +4), entre 60 e 69 anos (184 +3), entre 50 e 59 anos (66 =) e 40 e 49 anos (25 +1).

Os dados indicam ainda que, do total das vítimas mortais, 1.081 (+15) são do sexo masculino e 1.068 do feminino (+6).

A faixa etária entre os 20 e os 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 15.878 (+473), seguida da faixa etária entre os 30 e 39 anos, com 15.633 (+418) e da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 15.636 (+425).

Os dados indicam ainda que, desde o início da pandemia, houve 43.649 (+1.126) homens infetados e 52.253 (+1.491) mulheres, sendo que se desconhece o sexo de 164 casos.

Resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Resumo dos dados epidemiológicos de hoje créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Pelo menos 26.884.800 pessoas foram consideradas curadas das mais de 38.965.020 infetadas em todo o mundo com o novo coronavírus, indica hoje um balanço da agência France-Presse. O balanço refere que a pandemia já causou 1.099.509 mortos, 6.086 dos quais foram registados na quinta-feira, dia em que se notificaram 404.758 novos casos de infeção.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Mais 7.474 óbitos por todas as causas em Portugal face à média

Desde o início da pandemia em Portugal e até 04 de outubro morreram 68.227 pessoas, mais 7.474 mortes face à média em período homólogo dos últimos cincos anos e destes mais de um quarto por COVID-19, segundo o INE. Os dados constam da publicação do Instituto Nacional de Estatística - “A mortalidade em Portugal no contexto da pandemia covid-19” - hoje divulgada, que indicam que dos mais de 7.474 óbitos, 2.018 foram de pessoas infetadas com o vírus SARS-CoV-2.

Os dados correspondem ao período entre 02 de março, data em que foram diagnosticados os primeiros casos de COVID-19 em Portugal, até 04 de outubro.

A região Norte do país foi a que registou “o maior acréscimo” no número de óbitos relativamente à média dos últimos cinco anos, com exceção da última semana de junho e as primeiras de julho em que este acréscimo foi superior na Área Metropolitana de Lisboa. “Nas últimas três semanas a maior contribuição pertenceu novamente à Área Metropolitana de Lisboa”, indica o INE na publicação.

Nas últimas quatro semanas (07 de setembro a 04 de outubro) registaram-se mais 867 óbitos do que a média, em período homólogo, de 2015-2019. Nesse período registaram-se 175 óbitos por infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19.

Do total de óbitos entre 02 de março e 04 outubro, 33.664 foram de homens e 34.563 de mulheres, mais 3.115 e 4.360 óbitos, respetivamente, em relação à média de óbitos observada no mesmo período de 2015-2019, precisam os dados do INE.

Mais de 70% das mortes foram de pessoas com idades iguais ou superiores a 75 anos. Comparativamente com a média de óbitos observada em período homólogo de 2015-2019, morreram mais 6.488 pessoas com 75 e mais anos, das quais mais 5.095 com mais de 85 anos.

Do total de óbitos registados, 40.644 ocorreram em hospitais e 27.583 fora do contexto hospitalar, a que correspondem aumentos de 2.265 óbitos e 5.209 óbitos, respetivamente, relativamente à média de óbitos em 2015-2019 em período idêntico.

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