Portugal regista esta sexta-feira mais 30.829 casos de COVID-19 - um novo máximo desde o início da pandemia - e 18 óbitos associados à doença, segundo da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde março de 2020, morreram 18.955 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.389.646 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 10.523 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.191.979 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 48,3% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.975 (+7), seguida do Norte com 5.771 óbitos (+3), Centro (3.360, +3) e Alentejo (1.088, +1). Pelo menos 585 (+2) mortos foram registados no Algarve. Há 125 mortes (+2) contabilizadas na Madeira. Nos Açores registam-se 51 (=) óbitos associados à doença.

Internamentos descem

Em todo o território nacional, há 1.024 doentes internados, menos 10 do que ontem, e 145 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais um do que no dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 178.712 casos ativos da infeção em Portugal — mais 20.288 do que ontem — e 169.559 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 9.594 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 545.342 (+14.903), seguida da região Norte (506.095 +9.435), da região Centro (196.095 +3.340), do Algarve (59.060, +978) e do Alentejo (48.821 +911). Nos Açores existem 12.305 casos contabilizados (+348) e na Madeira 21.928 (+914).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 1.182,7 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - mais do que os 923,4 casos de quarta-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,35 - superior aos 1,29 de há dois dias. Com estes valores, o país mantém-se fora da zona de segurança da matriz de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,36. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Imagem do boletim da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 12.298 (+10) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (4.104, +6), entre 60 e 69 anos (1.743, +1) entre 50 e 59 anos (551, =), 40 e 49 anos (192, +1) e entre 30 e 39 anos (48, =). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.956 são do sexo masculino e 8.999 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 231.574 (+6.023) infeções, seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 227.333 (+5.698), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 208.532 (+5.285). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 188.148 (+4.348) reportadas. A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 150.718 (3.614), entre os 60 e os 69 anos soma 126.172 (+2.326) e a dos 0-9 anos tem 95.965 (+1.796) infeções reportadas desde o início da pandemia. Por último, surge a faixa etária dos 80 ou mais anos, que totaliza 83.591 (+606) infeções e dos 70 aos 79 anos, com 77.613 (+1.132) casos.

Desde o início da pandemia, houve 650.550 homens infetados e 737.917 mulheres, sendo que se desconhece o género de 1.179 pessoas.

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Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Ómicron atinge 82,9% dos casos

A variante Ómicron é responsável por 82,9% das infeções registadas no país, avança a análise de risco da pandemia, que alerta para os "sinais de pressão" na capacidade de rastreamento de contactos de casos de COVID-19. “Desde 6 de dezembro, tem-se verificado um crescimento exponencial na proporção de casos prováveis da variante Omicron, tendo atingido uma proporção estimada de 82,9% no dia 29 de dezembro”, referem as “linhas vermelhas” da pandemia da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Segundo o relatório hoje divulgado, entre 22 e 28 de dezembro, 61% dos casos notificados foram isolados em menos de 24 horas, quando na semana anterior este valor estava nos 84%.

Além disso, 39% de todos os casos notificados tiveram todos os seus contactos rastreados e isolados em 24 horas, avança a análise de risco das autoridades de saúde, que refere que, nos últimos sete dias, estiveram envolvidos diariamente no rastreamento, em média, 638 profissionais a tempo inteiro, mais 148 do que na semana anterior. “A capacidade de rastreamento de contactos de casos revela sinais de pressão”, alerta o documento.

De acordo com as “linhas vermelhas”, nos últimos sete dias foram realizados mais de 1,5 milhões de testes da covid-19, enquanto na semana anterior tinham sido feitos cerca de 1,2 milhões de despistes.

A COVID-19 provocou mais de 5,42 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

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