Portugal regista esta quarta-feira mais 4.376 casos de COVID-19 - novo máximo diário desde fevereiro - e 13 óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 17.232 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 939.622 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 2.703 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há 870.243 doentes recuperados da doença em Portugal desde março de 2020.

A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 1.744 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 39,9% do total de diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.353 (+10), seguida do Norte com 5.383 óbitos (=), Centro (3.035, =) e Alentejo (977, +1). Pelo menos 379 (+1) mortos foram registadas no Algarve.

Há 35 (+1) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 70 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos a subir

Em todo o território nacional, há 867 doentes internados, mais 13 do que ontem, e 171 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos seis do que na terça-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 52.147 casos ativos da infeção em Portugal — mais 1.660 que ontem — e 79.542 pessoas em vigilância pelas autoridades — menos 1.398 que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 367.555 (+1.744), seguida da região Norte (364.585, +1.592), da região Centro (127.209, +430), do Alentejo (32.671, +130) e do Algarve (30.361, +394).

Nos Açores existem 6.932 casos contabilizados (+63) e na Madeira 10.309 (+23).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 409,0 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - superior aos 391,0 casos de há dois dias - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,09, inferior aos 1,10 de segunda-feira.

No território continental, o R(t) está nos 1,09. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Matriz de risco da DGS
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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.286 (+3) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.689, +4), entre 60 e 69 anos (1.561, +5) entre 50 e 59 anos (477, =), 40 e 49 anos (158, +1) e entre 30 e 39 anos (45, =). Há ainda 12 mortes registadas entre os 20 e os 29 anos (=), duas entre os 10 e os 19 anos (=) e duas entre os 0 e os 9 anos (=).

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.046 são do sexo masculino e 8.186 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 155.500 (+636) casos, seguida da faixa etária dos 20 aos 29 anos, com 143.543 infeções (+1.096), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 138.594 (+782). Logo depois surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 134.107 (+577) casos infeções reportadas. A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 91.807 casos (+626) e entre os 60 e os 69 anos soma 91.242 (+237).

Desde o início da pandemia, houve 430.540 homens infetados e 508.460 mulheres, sendo que se desconhece o género de 622 pessoas.

Vídeo - Como ocorrem as mutações de um vírus e porquê?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia de COVID-19 já matou pelo menos 4.119.920 pessoas em todo o mundo desde que foi detetado o primeiro caso na China, no final de 2019, avança hoje o balanço diário feito pela agência AFP. De acordo com o balanço, elaborado com base em informação de fontes oficiais, foram diagnosticados 191.365.730 casos de infeção pelo coronavírus SARS-Cov-2, que provoca a doença respiratória desde dezembro de 2019.

Nas últimas 24 horas, foram registadas em todo o mundo mais 17.230 mortes causadas pela infeção e contabilizados 565.708 novos casos, sendo que os países com números mais elevados foram o Equador, com 8.786 mortes, a Índia, com 3.998 vítimas mortais e o Brasil, com 1.424 óbitos.

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado em termos de mortes e de número de casos, com 609.529 mortes para 34.174.774 casos, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 544.180 mortes e 19.419.437 casos, a Índia, com 418.480 mortes (31.216.337 casos), o México, com 236.810 mortes (2.678.297 casos) e o Peru, com 195.332 mortes (2.096.013 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 592 mortes por cada 100.000 habitantes, seguido pela Hungria (311), Bósnia (295), República Checa (283) e Macedónia do Norte (263).

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