Na conferência de imprensa diária sobre a covid-19, Graça Freitas observou que o fim do estado de emergência e o reatamento das atividades económicas vai levar as autoridades de saúde a tentar encontrar um “equilíbrio entre a dinâmica da epidemia e a do desconfinamento”, através de uma monitorização “semana a semana”.

“Nesse equilíbrio, a primeira coisa é monitorizar, medir a epidemia. Para isso precisamos de não baixar a guarda em nada. Fazer o que fazíamos no início: detetar casos e precocemente. Aquele trabalho hercúleo do início, para controlar um caso e seus contactos, de modo a não dar origem a outras cadeias de transmissão, vai ter de ser intensificado”, explicou a responsável da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com Graça Freitas, “semana a semana” a DGS vai avaliar as “medidas de desconfinamento, o comportamento da população e os impactos da alteração social e económica nos indicadores da saúde”.

A responsável recusou a existência de uma sobreposição da economia à saúde na decisão de desconfinamento – já anunciado pelo Governo, com início previsto para segunda-feira, e cujas medidas concretas serão divulgadas após o Conselho de Ministros de hoje.

“A epidemia não está a crescer. Apesar de ter altos e baixos, tem uma tendência decrescente. A curva é descendente”, frisou Graça Freitas.

Observando que o R [indicador da taxa de infeção por pessoa] dos últimos dias está a ser calculado pelos académicos e deve ser revelado nas próximas horas, a diretora-geral negou que este seja o “único indicador” relativamente à infeção.

“O R não é o único parâmetro nem é nenhum número milagroso. É preciso avaliar também o número de novos casos, em que população surgem, o número de novos óbitos, etc”, descreveu.

Portugal regista hoje 989 mortos associados à COVID-19, mais 16 do que na quarta-feira, e 25.045 infetados (mais 540), indica o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde. Comparando com os dados de quarta-feira, em que se registavam 973 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1,6%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (25.045), os dados da DGS revelam que há mais 540 casos do que na quarta-feira, representando uma subida de 2,2%.

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