“A Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP) manifestou hoje o seu desagrado pela forma como o Governo está a tratar um setor que em nada contribuiu para as vagas de COVID-19, bem pelo contrário, demonstrou ser pró-ativo no combate à COVID-19, mesmo com elevados prejuízos encerrou antes de ser obrigado por decreto, atitude que o Governo nunca reconheceu”, lê-se num comunicado enviado à comunicação social.

A associação apela ao Governo para que mantenha as medidas que ainda hoje estão em vigor, nomeadamente a obrigatoriedade do certificado digital ou, em alternativa, o teste rápido.

Pela manutenção dos postos de trabalho e pelo futuro de um setor “crucial para a sociedade”, o presidente da ABZHP, António Fonseca, defende que ao Governo só lhe resta “reconhecer o erro das novas medidas, sob pena de acelerar a falência de muitas empresas”.

António Fonseca lembra que a partir da próxima quarta-feira o acesso aos espaços de animação noturna volta a ser “dificultado” por mais uma medida que classifica de “desnecessária” e que é a “obrigatoriedade” do teste COVID-19 ter que ser realizado numa farmácia.

“Tal imposição demonstra que o Governo desconhece a realidade do terreno. O acesso aos espaços de animação noturna já estava condicionado ao teste rápido ou à apresentação do certificado digital COVID-19, recomendação que foi bem aceite pelos empresários, bem como pelo cliente, ou seja, tem funcionado bem”, destaca.

Para o presidente da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP), as novas medidas anunciadas pelo Governo só contribuirão para “lançar a confusão”, criando “instabilidade no setor com consequências nefastas”.

Outro problema elencado por Manuel Fonseca é a “falta de resposta – Farmácias ou alternativas criadas pela Direção Geral de Saúde – junto aos espaços de animação noturna para a realização de teste”.

“A partir de quarta-feira, dia 1, o setor inicia mais um período de perda de mercado por responsabilidade do Governo”, critica.

Portugal regressa esta próxima quarta-feira ao regime de estado de calamidade para controlar a pandemia da COVID-19. A obrigatoriedade do uso de máscara, o reforço da testagem, o certificado digital e uma semana de contenção em janeiro são algumas das medidas anunciadas pelo Governo para travar a propagação da covid-19 no país.

A covid-19 provocou pelo menos 5.193.392 mortes em todo o mundo, entre mais de 260,44 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.417 pessoas e foram contabilizados 1.142.707 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, foi recentemente detetada na África do Sul e, segundo a Organização Mundial da Saúde, o “elevado número de mutações” pode implicar uma maior infecciosidade.

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