As vacinas produzidas na Índia, pela farmacêutica AstraZeneca, foram recebidas hoje no aeroporto internacional de Luanda por um conjunto de membros do executivo angolano, bem como representantes de várias entidades como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), da Organização das Nações Unidas (ONU), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), da delegação da União Europeia e da Organização Mundial de Saúde (OMS), estando também presente a embaixadora da Índia em Angola.

Em declarações à imprensa, a ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta, disse que as primeiras vacinas, rececionadas no âmbito da iniciativa Covax, começam hoje a ser administradas.

Sílvia Lutucuta destacou a importância de o país ter recebido hoje 624 mil doses de vacina da AstraZeneca, por parte da iniciativa Covax, à qual Angola aderiu em julho do ano passado, prevendo o Plano de Cobertura Vacinal a imunização de 20% da população, potencialmente pessoas do grupo de risco.

"Nós nesta fase só temos que nos regozijar por Angola ter sido o terceiro país africano a ser escolhido para a entrega de vacinas. Recebeu o Gana, recebeu também a Costa do Marfim, nós somos os terceiros e o primeiro país lusófono a receber vacinas da iniciativa Covax", referiu a ministra.

A titular da pasta da Saúde em Angola frisou que a iniciativa Covax prevê uma cobertura de 6,4 milhões de habitantes para pessoas em idade avançada, com comorbidades e expostas à doença, lembrando que a pressão internacional é muito grande na procura de vacinas.

Contudo, adiantou a ministra, há uma previsão de, pelo menos, até julho fazerem esta cobertura.

"Vamos continuar a trabalhar, também como Estado angolano, temos que ter iniciativas próprias para a aquisição de vacinas e por essa altura só temos é que estar felizes. Vamos começar esta campanha de vacinação ainda hoje, a primeira para dar o pontapé de saída e vamos trabalhar com alto rendimento a partir de sábado cá em Luanda", garantiu.

As províncias de Luanda, Benguela e Cabinda são as escolhidas para o arranque da campanha, por serem as regiões com maior número de casos, bem como maior número de casos ativos por esta altura, sendo a intenção abranger todo o país.

A ministra disse que os primeiros a ser vacinados serão os profissionais de saúde, os professores, doentes com comorbidades, os idosos.

"Em relação aos professores vamos começar pelas classes mais baixas, o pré-escolar", indicou a ministra.

Sílvia Lutucuta referiu que o Plano prevê a vacinação de 53% da população, com idade igual ou superior a 16 anos, tendo em conta que a população é bastante jovem e apenas 53% é que se enquadra nesta faixa etária que já está estudada e que pode ser vacinada.

"Vamos ter que continuar a lutar como todo o mundo está a lutar, é importante aqui realçar que o resultado desta doação não foi só o esforço do Ministério da saúde, da Comissão Multissetorial [para o combate à covid-19], mas houve aqui um esforço diplomático muito grande, temos que realçar o papel o esforço do nosso Ministério das Relações Exteriores, que foi fundamental. Com a covid-19 a diplomacia não é só diplomacia económica, mas também é preciso muita diplomacia em saúde para conseguirmos atingir os nossos objetivos", sublinhou.

Angola registou até segunda-feira um total de 20.807 casos positivos de covid-19, dos quais 508 óbitos, tendo recuperado 19.322 pessoas.

O sistema Covax visa fornecer este ano vacinas contra a covid-19 a 20% da população de quase 200 países e territórios participantes, e dispõe de um mecanismo de financiamento que permite a 92 economias de baixo e médio rendimento acederem às vacinas.

O sistema foi criado numa tentativa de impedir que os países ricos monopolizassem o acesso às vacinas, que ainda estão a ser produzidas em quantidades demasiado pequenas para satisfazer a procura global.

Fundada pela OMS, em parceria com a Vaccine Alliance (Gavi, presidida pelo antigo primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso) e a Coalition for Epidemic Preparedness Innovations (Cepi), a Covax tem acordos com fabricantes para o fornecimento de dois mil milhões de doses em 2021 e a possibilidade de comprar ainda mais mil milhões.

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