Sob o lema "se a linha da frente cair, cairemos todos", a iniciativa está disponível ‘online’ na página da Amnistia.

"Com mais de 1.100 profissionais de saúde infetados em Portugal, são necessárias todas as medidas extraordinárias para proteger quem cuida de todos nós nestes momentos de tanto perigo e incerteza", lê-se no texto que acompanha a petição.

A AI sublinha que "os testemunhos inquietantes" de profissionais de saúde em diferentes regiões do país têm em comum "a nítida falta de material" de proteção e outros meios.

"São vários os relatos de que não dispõem de máscaras de proteção adequadas para os vários tratamentos aplicados a pacientes, sendo que alguns são feitos de forma diária e com elevado risco de contágio. Além das máscaras, faltam luvas, fatos de proteção, desinfetantes alcoólicos e viseiras de proteção", adverte a organização de defesa dos direitos humanos, que hoje enviou uma carta ao primeiro-ministro, António Costa, a pedir uma monitorização junto das comunidades mais vulneráveis, no âmbito das medidas de combate à pandemia de covid-19.

Para a Amnistia, é urgente que o Governo garanta a proteção destes profissionais.

"A proteção a quem está na linha da frente contra o coronavírus deve ser uma prioridade, sobretudo para evitar a propagação do vírus a profissionais de saúde, pacientes, familiares e amigos", refere a AI.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais mais de 75.000 morreram.

Dos casos de infeção, cerca de 290.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 708.000 infetados e mais de 55.000 mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos. Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, contabilizando 16.523 óbitos em 132.547 casos confirmados até segunda-feira.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes, mais 34 do que na véspera (+10,9%), e 12.442 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 712 em relação a segunda-feira (+6%).

Dos infetados, 1.180 estão internados, 271 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 184 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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