O atual coordenador do Gabinete Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças Não Transmissíveis da Organização Mundial de Saúde (OMS), também responsável pelo Programa de Nutrição, Atividade Física e Obesidade daquele organismo internacional, elogia a evolução da luta contra aquele que é um dos maiores flagelos das sociedades atuais em território nacional. "Portugal é um caso de sucesso na luta contra a obesidade infantil", garante mesmo João Breda.

"Existe uma redução confirmada de aproximadamente 10% do excesso de peso em crianças em idade escolar [entre os seis e os nove anos]", sublinha. Em entrevista à edição de maio da revista Prevenir, já disponível em banca e agora também em versão digital, João Breda alerta, no entanto, para os desafios que ainda subsistem em todo o mundo, "devido aos baixos níveis de atividade física e a uma alimentação desadequada e demasiado rica em calorias".

"A obesidade, sobretudo ao nível das crianças, continua a aumentar na grande maioria dos países e com uma grande incidência agora nas regiões mais a leste, o que também nos coloca enormes desafios. Felizmente, há sinais de melhoria nos casos de Portugal, Eslovénia, Espanha e Itália", sublinha o coordenador do gabinete europeu da OMS que monitoriza a evolução do problema. "A situação de Portugal é semelhante [à da Europa]", ressalva, todavia.

"Porém, a situação melhorou nos últimos anos devido às excelentes políticas implementadas, como as restrições ao marketing, o imposto sobre as bebidas açucaradas, o envolvimento das autarquias e uma vigilância epidemiológica de grande qualidade", aponta o também coordenador do projeto de Vigilância da Obesidade Infantil (COSI). Segundo os últimos dados, 67,6% da população portuguesa com mais de 15 anos tem excesso de peso.

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