O despacho com a abertura do concurso para a colocação dos médicos recém-especialistas nos hospitais, reclamado há meses por estes profissionais, será publicado na próxima semana, anunciou hoje o ministro da Saúde.

Questionado pelo PSD sobre a falta de colocação de 700 médicos recém-especialistas, que na quinta-feira entregaram uma carta aberta no parlamento a apelar para a sua colocação nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o ministro da Saúde referiu que o despacho será publicado na próxima semana, em Diário da República.

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O ministro sublinhou, contudo, que estes profissionais estão a trabalhar no SNS, embora não tenham o vínculo e a remuneração correspondente à sua especialização. “Não vale a pena enganar os portugueses e dizer que estão fora” do SNS, adiantou.

Carta aberta entregue pelos médicos

Na quinta-feira, um grupo de recém-especialistas da área hospitalar, acompanhados da Ordem dos Médicos e de representantes da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), entregou no parlamento uma carta aberta a contestar o facto de 700 profissionais estarem há largos meses à espera da abertura de concurso.

Na carta, o grupo de médicos recorda que há 710 médicos especialistas que se encontram numa “situação de indefinição e de precariedade do seu vínculo profissional”, após terem concluído uma formação médica geral e específica que durou 11 a 13 anos. “Nove meses após a conclusão da especialidade, assistimos a um alijar de responsabilidades por parte do Governo no que respeita ao procedimento concursal”, refere a carta que vai ser ainda enviada aos ministros da Saúde e das Finanças, depois de o ministro Adalberto Campos Fernandes já ter recebido uma missiva de um grupo de médicos sobre o mesmo assunto.

“A ausência de concursos durante o ano de 2017 criou uma indefinição do nosso futuro enquanto médicos especialistas, impedindo-nos de desenvolver projetos profissionais e institucionais para os quais estamos (ainda) motivados e que, acreditamos, iriam contribuir para a melhoria dos cuidados prestados no SNS”, afirma a missiva.

Estes médicos consideram que estão também a ser desrespeitados os utentes do SNS: “Porque importa efetivamente quantos segundos, minutos, horas, dias, meses ou anos, os utentes continuam a aguardar por atendimento nos serviços de urgência, consultas de especialidade, cirurgias, exames complementares de diagnóstico, e outros cuidados prestados”.

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