Um dos avanços desta investigação foi recentemente publicado na revista científica "Signal Transduction and Targeted Therapy", tendo os resultados de um ensaio clínico demonstrado o potencial das células estaminais do cordão umbilical para o tratamento da psoríase.

Relativamente comum, a psoríase resulta de uma desregulação do sistema imunitário e manifesta-se habitualmente através do aparecimento de placas rosadas, cobertas por escamas esbranquiçadas, na pele, em particular nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo.

Durante o estudo, a administração intravenosa das células estaminais do cordão umbilical a doentes com psoríase não controlada satisfatoriamente por recurso às opções de tratamento convencionais mostrou-se eficaz na redução destas lesões, em particular em doentes do sexo feminino. Para além disso, o tratamento revelou-se seguro, sem qualquer registo de alterações ao nível da função cardíaca, renal e hepática.

O ensaio clínico avaliou um grupo de 17 doentes, heterogéneo relativamente à idade (29-55 anos), duração da doença (4-32 anos), índice de massa corporal e gravidade dos sintomas.

De acordo com o índice PASI (Psoriasis Area Severity Index), verificaram-se melhorias significativas relativamente à extensão e severidade das lesões psoriáticas na pele em oito dos 17 participantes: 47.1% melhorou pelo menos 40%; 35.3% registou melhorias superiores a 75%; e 17.6% melhorou mais de 90%.

“As melhorias observadas após a administração de células estaminais do cordão umbilical sugerem que estas células podem representar uma opção terapêutica para os doentes com psoríase”, afirma Carla Cardoso, diretora do departamento de I&D da Crioestaminal, “sendo, no entanto, necessário validar estes resultados em ensaios clínicos de maior dimensão”, acrescenta a investigadora.

Na sequência do tratamento experimental, os investigadores observaram alterações significativas nas células do sistema imunitário destes doentes, nomeadamente o aumento da frequência de linfócitos T reguladores – células cuja função é regular a resposta do sistema imunitário – o que pode estar na base dos efeitos benéficos registados após a administração das células estaminais do cordão umbilical.

Os autores ressalvam ainda que a administração repetida de células estaminais do cordão umbilical é exequível e necessária, após vários meses, para evitar o reaparecimento dos sintomas.

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