“É um projeto que queremos desenvolver rapidamente, com um retorno financeiro a muito curto prazo e extremamente vantajoso para tratar localmente os doentes, traduzindo-se num avanço para o Algarve, mesmo antes de ser construído o novo Hospital Central [do Algarve] ”, disse à Lusa Horácio Guerreiro.

A falta de uma estrutura que possibilite todos os diagnósticos e tratamentos oncológicos na região tem obrigado à deslocação de doentes para clínicas e hospitais fora do Algarve, nomeadamente, para Espanha.

“A região não dispõe dos equipamentos necessários para efetuar determinados tipos de tratamentos, o que obriga a que os doentes tenham que sair da região, habitualmente para Lisboa, por vezes para Coimbra, Huelva e Sevilha, em Espanha”, notou.

De acordo com Horácio Guerreiro, o facto de terem vindo a público críticas ao facto de os doentes estarem a ser enviados para tratamentos de radiocirurgia em Sevilha, em detrimento do Algarve, “só resulta do desconhecimento real da situação”.

Essa medida, precisou, resulta de um concurso público internacional para os tratamentos de radiocirurgia, ao qual concorreram duas empresas, uma portuguesa e outra espanhola.

“O serviço foi atribuído à empresa espanhola, conceituada na área clínica e que apresentou garantias de qualidade médica com um preço mais baixo do que o outro concorrente”, avançou.

Os doentes que se deslocam a Sevilha têm transporte assegurado em ambulância pela empresa e “fazem os tratamentos em ambiente hospitalar, com internamento e cuidados intensivos de excelência, caso necessitem”, ao contrário da clínica de Faro, “que é de ambulatório e, caso ocorra algum problema, têm de ser transferidos para o hospital”.

“É uma empresa com equipamentos com tecnologia avançada e de alta precisão, sendo os tratamentos de radiocirurgia de sessão única, onde são administradas doses elevadas de radiação o que obriga a uma vigilância que pode ir até 24 horas”, sublinhou.

Na opinião do diretor clínico do CHUA, a distância de cerca de 200 quilómetros entre Faro e Sevilha, “não é um problema para os doentes, já que a sua condição é avaliada previamente”.

“Nós queremos a excelência nos cuidados para os nossos doentes, essa é a nossa preocupação principal e acreditamos também que o tratamento de radioterapia que se faz no Algarve também é excelente”, destacou.

Horácio Guerreiro lembrou que há outros exames que são feitos fora do Algarve, nomeadamente, o PET-TAC e algumas ressonâncias, “porque a região não tem capacidade para os fazer, seja de doentes com cancro ou não”.

Daí, defende, a necessidade de ser criado um centro oncológico no Algarve, apetrechado com equipamentos avançados de última geração para este tipo doença e “com oferta dos mais altos níveis de qualidade”.

O responsável crê que o projeto possa receber o apoio governamental necessário para avançar “a breve prazo, mesmo antes de ser iniciado o processo do novo Hospital Central do Algarve”.

“Estamos à espera da cedência de um terreno por parte da Câmara de Loulé, ficando o Centro Oncológico situado no limite dos concelhos de Faro e de Loulé, na zona prevista para a nova unidade hospitalar central”, concluiu.

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