A verdade é que, para muitos de nós, a comida representa uma forma de nos recompensarmos a nós próprios, equilibrarmos o nosso humor e o nosso mundo emocional. Quando estamos habituados a ter esta relação com a comida,  estamos perante aquilo a que tipicamente falamos de fome emocional. 

A grande armadilha da fome emocional é que apesar de termos a ideia que ao ingerirmos alimentos doces - ou ricos em sal e gorduras - combatemos todo o vazio interno que sentimos, essa sensação de bem-estar e preenchimento interno tem uma duração muito curta e rapidamente se esbate. Esta dinâmica gera um ciclo vicioso de começarmos por nos sentirmos tristes - por exemplo - , comermos para equilibrar essa tristeza, sentirmos culpa por termos comido e, rapidamente, voltarmos a comer para equilibrar de novo os nossos níveis emocionais. 

Tudo isto gera consequências quer ao nível da saúde mental, quer ao nível da saúde física. E é extremamente difícil combater a fome emocional porque a permanente sensação de insatisfação e desequilíbrio emocional, faz-nos encontrar na comida a única saída para atingir algum equilíbrio interno.

Para combater a fome emocional, é imprescindível em primeiro lugar tornarmos consciente que estamos perante uma necessidade de comer provocada pelo nosso mundo emocional. O passo seguinte, é sermos capazes de equilibrar o nosso mundo interno, começando por aceitar todas as nossas emoções, identificando-as, expressando-as de forma clara e atribuindo-lhes um significado. 

Assim, a partir do momento em que há equilíbrio emocional a necessidade de comer para compensar o vazio interior acaba por se dissipar e a fome emocional torna-se cada vez menos presente. 

Um artigo das psicólogas clínicas Cátia Lopo e Sara Almeida, da Escola do Sentir.

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