Nos últimos cinco anos, tem ganho prémios atrás de prémios. Bannie Kang nasceu na Coreia do Sul mas foi na Escócia que conquistou o título de melhor empregada de bar do mundo por Singapura, a cidade-estado insular localizada na ponta sul da península malaia para onde, no final da década de 2000, emigrou em busca de uma vida melhor. Durante anos, serviu às mesas no City Space, o bar do luxuoso hotel Fairmont Singapore.

À medida que o tempo ia passando, foi-se encantando pela coquetelaria. Sem recursos financeiros para estudar naquela cidade-estado do Sudeste Asiático, regressou à terra natal. Depois de completar os estudos, em 2013, recuperou o lugar no hotel, desta vez no bar Anti:Dote. Logo no ano seguinte, numa competição em que participou, ganhou o título de melhor bartender feminina, feito que repetiu logo em 2015.

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Seguiram-se, depois, outros concursos e mais prémios. Em 2017, foi finalista do Speed Rack Asia, a versão asiática de um reputado concurso internacional, mas foi em 2019 que conquistou o maior título que conseguiu até hoje, o de melhor empregada de bar do mundo no World Class Glasgow 2019, a edição deste ano da competição global que a empresa multinacional de bebidas alcoólicas Diageo promove anualmente, que este ano se realizou em Glásgua, na Escócia. "Ainda não acredito que venci. Limitei-me a dar o meu melhor e a desfrutar do que esta experiência me proporcionou", reagiu Bannie Kang, momentos após a revelação do seu nome.

"Neste momento, em Singapura, são cinco horas da manhã. O meu marido deve estar a dormir. Ainda não sabe que ganhei", confidenciou aos jornalistas momentos após o anúncio da consagração. A família, numa fase inicial, não apoiou as escolhas que fez. "Há oito anos, os meus pais ficaram desconfiados e preocupados quando lhes contei que iria apostar numa carreira de bartender", revelou em entrevista à revista Wine & Dine.

"Trabalhar num bar é um trabalho muito exigente física e psicologicamente. Não é para todos", assegura Bannie Kang. Portugal foi representado por José Mendes. Natural de Guimarães, o bartender do The Royal Cocktail Club, no Porto, ficou de fora do leque dos oito finalistas, seis dos quais asiáticos. "A edição deste ano foi a mais competitiva de sempre", elogiou Simon Earley, diretor do programa de formação Diageo Reserve World Class.

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