A vindima decorre em setembro

Na realidade, num ano climático normal, as vindimas faziam-se em setembro, embora variasse localmente, podendo mesmo decorrer em outubro em zonas mais frias (exemplo, a altitudes elevadas, ou na nossa região Oeste). Contudo, as alterações climáticas, trazem impacto, tal como nas restantes culturas agrícolas e, não raro, vemos vindimas de uva branca, como no Alentejo, na primeira e segunda semanas de agosto.

Mitos e verdades sobre as vindimas. Nem tudo é romantismo

Nas vinhas a vindima faz-se à mão

Sim, a vindima faz-se à mão em determinadas regiões com especificidades, como a ilha açoriana do Pico e o Douro. Contudo, a maioria dos produtores ao plantarem novas vinhas, fazem-no com compasso, ou seja com distância específicas entre corredores de videiras, o que permite a entrada das máquinas. Há vantagens, com redução do tempo de vindima e, dado só os bagos de uva serem retirados da videira, poupa-se a tarefa do desengace (eliminar as partes verdes).

Mitos e verdades sobre as vindimas. Nem tudo é romantismo

É quando a uva chega à adega que se define o seu destino

Não. A chegada da uva, desde as vinhas à adega, traz um longo planeamento anterior. O enólogo, fruto do controlo de maturação que é feito nas semanas antecedentes ao momento da colheita, sabe que destino dar à uva de diferentes castas e vinhas, em consonância com os perfis de vinho que oferece no mercado.

Mitos e verdades sobre as vindimas. Nem tudo é romantismo

Ainda se pisa a uva a pé

Mais correto será dizer que se voltou a pisar a uva a pé. Atualmente, é um componente muito forte no enoturismo, dado o romantismo e a tradição que acarreta esta vindima. Contudo, é uma prática hoje em dia menos usual, porque tecnologicamente, nos depósitos com controlo de temperatura, obtém-se um vinho com mais qualidade, preservando-se os aromas secundários originados pela fermentação alcoólica.

Mitos e verdades sobre as vindimas. Nem tudo é romantismo

Todas as uvas colhidas chegam à garrafa

Tal como em todas as áreas da área alimentar, sem uma boa matéria-prima não se faz um produto de qualidade. Em anos em que temos doenças (oídio, míldio), as uvas podem chegar à adega azedas, sendo atacadas por bactéria acéticas (as que produzem vinagre). Logo, são descartadas à chegada à adega.

Mitos e verdades sobre as vindimas. Nem tudo é romantismo

Todas as uvas tintas são para vinho tinto

Não. Um termo muito utilizado no mundo dos vinhos e em concreto no dos brancos, refere um blanc noir. Ou seja, um branco de uvas tintas. Espremida a uva tinta, o mosto que sai é claro. Porque fica então escuro? Nas películas estão os compostos responsáveis pela cor. Se o mosto não ficar em contacto com essas películas, durante a fermentação, ele não vai adquirir essa tonalidade. Logo, podemos ter, assim, um vinho branco a partir de uvas tintas.

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“Até o lavar dos cestos é vindima”

Há muita verdade encerrada neste adágio. Depois de terminada a vindima no campo ainda há um árduo trabalho de adega e um longo percurso para cada lote de vinho. Por exemplo, há fermentações a decorrer, há que estabilizar os vinhos para a guarda durante o inverno, fazem-se decantações.

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