A ação foi organizada pela Câmara do Fundão, distrito de Castelo Branco, no âmbito da campanha de promoção da marca "Cereja do Fundão", e o lote único de dois quilos era constituído pelas "maiores cerejas", dado que cada fruto apresentava um tamanho muito acima do habitual, com um calibre médio de 34/36.

Com uma base de licitação de 100 euros, os lances de dez euros surgiram rapidamente entre o grupo de 20 participantes, nomeadamente empresários, representantes de outros municípios e figuras públicas, como o escritor Miguel Esteves Cardoso.

Cada um em sua casa e através de uma plataforma ‘online', os interessados foram aumentando o valor das ofertas, até ao lanço final de 560 euros.

João Magalhães, proprietário do "Intermarché do Fundão", foi quem arrematou o lote e revelou que irá partilhar as cerejas com os colaboradores que estão a preparar a reabertura da respetiva superfície comercial, que está a ser remodelada.

O empresário mostrou-se satisfeito por estar a contribuir para valorizar um produto da região e por ajudar os produtores locais, ao mesmo tempo que se juntou a uma causa social.

"Tudo faremos para poder ajudar iniciativas destas e ajudar também à produção e à dignificação dos produtos desta região", apontou.

Uma ideia igualmente vincada pelo presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, que sublinhou a notoriedade e valorização alcançadas e o facto de se ter ultrapassado, "por muito", o "recorde absoluto" do preço pago por quilo.

O autarca destacou a importância de ações que ajudem os produtores a aumentar o valor do produto, principalmente num ano em que se perspetivam quebras na ordem de 70% e cujos prejuízos diretos podem rondar os oito milhões de euros.

"Tudo isto que estamos a fazer é para que o valor médio pago ao produtor seja bastante maior do que nos últimos anos", acrescentou.

Para ajudar a reduzir as perdas e tendo em conta o período de confinamento que muitos portugueses vivem, a autarquia também lançou este ano um serviço de entrega de cerejas diretamente na casa dos clientes, tendo registado 300 encomendas logo no primeiro dia.

O Fundão tem entre 2.000 a 2.500 hectares de pomares de cerejeiras e o concelho é considerado a principal zona de produção de cereja a nível nacional.

Em março, a Comissão Europeia aprovou o pedido para que a "Cereja do Fundão" seja um produto de Indicação Geográfica Protegida.

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