Por esta época, saborear a lampreia em Valença é uma verdadeira romaria que, manda a tradição, deve ser cumprida pelo menos uma vez por ano. Os segredos da preparação, confeção e apresentação desta espécie têm passado de geração em geração, recriadas pela restauração local.

Valença tem duas comunidades de pescadores secularmente ligadas ao rio Minho e à pesca da lampreia, São Pedro da Torre e Cristelo. Depois de capturadas, as lampreias apuram em água corrente em tanques da Associação Sabores do Rio Minho. A técnica é antiquíssima e conhecida por “bater a lampreia”, um método que enrije-se a carne deste ciclóstomo, o que permitirá, aquando da sua confeção, elevar a qualidade do produto.

A tradição apresenta a lampreia, em Valença, à bordalesa, em arroz de lampreia, recheada, assada no forno ou na brasa. Às tradicionais, os chefes da restauração valenciana vão acrescentando novas formas de apresentação e confeção. Como prato alternativo, os tradicionais rojões e a anteceder o principal, o caldo verde, assim como os vinhos verdes da região para acompanhar e as sobremesas típicas a fechar a refeição.

A culminar três meses de lampreia à mesa, decorre no fim de semana de 13 a 15 de março, o Festival Gastronómico Sabores da Lampreia.

Ainda no decorrer do festival, os visitantes terão a oportunidade de descobrir as novas tendências de confeção da lampreia. Durante os três dias, estão programados showcookings e degustações.

A iniciativa é da Câmara de Valença, Junta de São Pedro da Torre e da Associação Sabores do Rio Minho e da Comissão de Festas de São Pedro da Torre.

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