Este ano, além dos profissionais reconhecidos com Estrelas Michelin marcam presença no festival várias personalidades da indústria cinematográfica internacional.

Os atores Adrian Grenier (“O Diabo Veste Prada”), Michael Imperioli (”The Sopranos”), Matthew Modine (”The Dark Night Rises”) e o realizador Peter Glatzer (Weeds), são alguns dos artistas com presença confirmada.

O jovem ator Adrian Grenier confessou-se “fascinado” com a luz do Algarve, o peixe “fresquíssimo” e os vinhos tintos portugueses.

Realizador e músico nas horas vagas, ainda lhe sobra tempo para se dedicar ao ativismo ambiental e vir a Portugal promover um vinho de um amigo.

 “Vim cá também para apresentar o vinho de um amigo meu, o Mark Adams, que é um jovem produtor da zona de Paso Robles, Califórnia, e produz este vinho fantástico através de novos métodos de agricultura sustentável e orgânica”, explicou o ator.

O jantar de sexta-feira, 13 de janeiro, foi dedicado às “Estrelas de Portugal” e ao longo de quatro horas foi servido um jantar preparado por nove chefes de cozinha e composto por nove pratos de degustação, acompanhados por nove vinhos.

Esta refeição requintada custou 350 euros por pessoa mas houve quem não se importasse de pagar um pouco mais, cerca de 500 euros, para jantar numa mesa instalada na cozinha com vista privilegiada sobre o processo criativo dos chefes.

José Cordeiro, chefe do restaurante Feitoria, Altis Belém Hotel, em Lisboa, que este ano “reconquistou” uma estrela Michelin, e José Avillez, vencedor em 2010 de uma estrela para o Tavares, do qual saiu para abrir o Cantinho do Avillez e o Belcanto, eram dois dos chefes portugueses que constavam no cardápio.

Ambos foram unânimes em reconhecer a excelência dos produtos “made in” Portugal, bem como a necessidade de uma maior sensibilização para os benefícios de produzir e comer produtos biológicos e nacionais.

“Sempre que posso apoio os pequenos produtores porque é o produto que faz a cozinha, mais do que a criatividade”, garantiu Cordeiro, admitindo que os chefes têm uma “grande responsabilidade social” por relançarem “novas tendências e produtos” e a sua consequente procura e cultivo.

José Avillez afina pelo mesmo diapasão. “Há ervinhas fantásticas que ninguém conhece, que caíram em desuso ou estão esquecidas e que nós recuperamos e incentivamos o uso na culinária.”

E durante o jantar foram os produtos do mar, típicos da região do Algarve que marcaram as criações gastronómicas dos vários chefes com as ostras, os salmonetes, as vieiras e o pregado a comporem as principais propostas.

Ao todo serviram-se 128 jantares, “uma exceção”, adiantou Arnaud Vallet, escanção do Vila Joya, explicando que para manterem a qualidade dos pratos não deverão servir mais de 65 refeições por noite nas restantes noites do festival.

Este ‘numerus clausus’ reflete-se diretamente na lista de espera que chega às 50 pessoas.

Para além das “Estrelas Portuguesas”, o jantar mais concorrido é o de dia 15 de janeiro, “Koschina & Amigos da Europa”, já com lotação esgotada.

A sexta edição do Festival Internacional Gastronómico “Tribute to Cláudia” reúne no Hotel Vila Joya, em Albufeira, até ao próximo domingo, 33 chefes de todo o mundo, num total de 65 estrelas do Guia Michelin, um dos guias de referência que distingue os melhores restaurantes do mundo.

A primeira edição decorreu em 2007 com a intenção de homenagear Claudia Jung, fundadora do Vila Joya, e para celebrar o 25º aniversário do hotel.

O sucesso do encontro resultou na organização de um festival que é já uma referência da gastronomia internacional.

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