A ementa do novo restaurante de comida tradicional da Moldávia no Monte da Caparica (Almada) promete: haverá pão tradicional, “placinta” (massa folhada recheada com queijo, carne, batata, legumes), “zama” (caldo de galinha com legumes e massa caseira), “sarmale” (rolinhos de carne picada com arroz e legumes embrulhados em folhas de couve) e “clatite” (crepes recheados).

O Sabores da Moldávia, dinamizado pela Associação das Mulheres Moldavas, vai ser posto de pé com apoio da câmara e com fundos comunitários, ao abrigo do Polis XXI (Parcerias para a Regeneração Urbana - Bairros Críticos), que integra outros investimentos, como uma biblioteca e uma piscina.

O vereador da Cultura da Câmara de Almada, António Matos, disse que este projeto “é uma ferramenta de dinamização da vida económica e social do bairro, território de cruzamento de culturas e povos por excelência”.

A presidente da associação, Natália Saculteanu, a viver em Portugal desde o ano 2000, conta que, pela experiência que tem, “os portugueses gostam muito da comida da Moldávia”.

“Até agora a associação dava apenas apoio às famílias, encaminhava-as para resolverem os seus problemas, organizava debates, conferências. Agora vamos poder mostrar mais do nosso país e temos um espaço para que os mais de três mil moldavos que vivem em Almada possam fazer jantares e festas a um preço acessível”, acrescenta.

O restaurante “é um sonho tornado realidade”: “Há uns anos os portugueses nem sabiam que a Moldávia era um país. Agora temos a oportunidade de lhes mostrar mais um pouco da nossa cultura. Os chineses têm restaurantes, os japoneses, os indianos e os brasileiros também e nós não tínhamos”, afirma.

O projeto é também “um grande desafio no quadro económico que o país vive”. Por isso, diz Natália, “o restaurante vai diversificar a oferta”. Além de comida tradicional moldava terá comida portuguesa, vai servir almoços e jantares a grupos e também distribuir refeições por encomenda.

O espaço vai dar emprego a sete pessoas, todas moldavas. A presidente estima que uma refeição aqui não passe dos sete euros.

A Associação das Mulheres Moldavas existe desde 2008. A partir de 2012 terá uma sede, paredes-meias com o restaurante.

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