A esplanada, chama-nos, ao fundo do corredor. A linha azul de mar, é cortada  pelo verde das árvores. Mais próximo de nós, novo contraste com o azul turquesa da piscina e os tons mais secos do final da primavera.

Ouvem-se os sons da natureza: folhas e ramos embalados pelo vento e o piar dos pássaros. Apetece fechar os olhos para saborear o momento mas aí perde-se o espetáculo visual.

O espaço funciona com o apoio do restaurante que, além das bebidas, tem também uma carta de tapas, bastante completa. Há Mexido de bacalhau à Brás (9 euros), Tábua de queijos, doces e tostas (entre 9 e 17 euros), Salada de polvo de Cascais, Recheio de sapareira e tostas (8 euros), Ceviche (8 euros), Ostras (a partir de 7 euros) e Croquetes (6 euros), entre outros. Isto para além dos snacks habituais como Tosta de pão alentejano (9 euros), a Sandwich “Oitavos Dune” (18 euros), o Prego do lombo no pão (18 euros) e os cachorros e hambúrgueres (a partir de 14 euros).

A nova carta de primavera da autoria do Chef Cyril Devilliers entrou já em vigor já em meados de maio, permitindo a utilização de produtos portugueses sazonais de alta qualidade, produzidos de forma ecologicamente sustentáveis. Um equilíbrio genuíno, de respeito pelo tempo, sem a urgência da antecipação.

A grande aposta continua a ser o peixe fresco do Oceano Atlântico, como pudemos comprovar logo nas duas entradas sugeridas: Robalo de linha marinado em ponzu, azeite virgem e trufa (21 euros) ou os Espargos brancos gratinados com sabayon de bisque e parmesão, iogurte de ervilha e lagostim grande (22 euros). O primeiro, um ceviche, imperdível para os amantes da especialidade, o segundo, uma combinação muito equilibrada de mar com doce a fazer lembrar quase um crumble de marisco. A criatividade ao serviço da gastronomia, com bons resultados.

O ambiente na sala é tranquilo. Música de fundo, mesas dispostas ao longo da sala. Numa das laterias é possível espreitar a cozinha e a azáfama que lá vai dentro. Ao lado, um aquário, última morada de muitas iguarias que nos vêm cair no prato. O serviço é rápido e eficiente. O atendimento afável, e bastante adequado ao tipo de clientes que por aqui passam. Temos esclarecimentos sobre os pratos, sugestões para a sua escolha, mas também possibilidades de roteiro turístico nas imediações. E não são daquelas óbvias que vêm em todos os guias. Quem ali trabalha, sabe que tem clientes exigentes pela frente, que não se coadunam com o turismo massificado.

Arroz de peixes da nossa costa é o prato que pedimos, para dividir (50 euros). Avisam logo que o tempo de confeção pode durar entre 25 a 30 minutos e o resultado final é cinco estrelas. É daqueles pratos já bem conhecidos, mas aqui consegue-nos surpreender pela frescura do peixe que, neste caso, é peixe galo e garoupa e pelos condimentos que nos trazem tanta verdura à boca. O arroz é mesmo muito saboroso e combina as ervas frescas também com ameijoa e mexilhão.

A carta traz outras sugestões de peixe como o Lavagante braseado com morilles recheadas de migas, creme de pimentos doces e coulis das suas carcaças (65 euros); Bacalhau de meia cura, ervilhas, cogumelos, ovo e molho “Dieppoise” (24 eros) ; Cherne assado, espargos verdes e alcachofras pequenas em barigoule com ervas frescas (24 euros) e Arroz de lavagante ou lagosta (65 euros).

Nos pratos de carne, as propostas são Frango de campo assado com legumes e cogumelos do momento, arroz de “cabidela” (19 euros); Cabrito, batatas primores, cogumelos e acelgas, terrincho velho (28 euros) e Entrecosto de novilho maturado frito, ervilhas e favas guisadas com cenouras e nabo e jus de “Bourguignon” (28 euros).

Já sem luz do sol, ficamos circundados pelo azul intenso do céu. Os candeeiros na rua iluminam a vegetação e sentimos um quadro vivo a envolver-nos.

Mais um copo de vinho, dois dedos de conversa e percebemos que é impossível saltar a carta das sobremesas.Uma sobremesa portuguesa concerteza é uma combinação dos nossos doces mais tradicionais: doce ovos, pão de ló e doce de amêndoas (9 euros). O Chocolate e menta (10 euros) uma viagem sensorial ao universo “after eight”. Ambas as sobremesas têm uma apresentação cuidada, numa harmoniosa combinação de cores e formas. Há ainda a possibilidade de pedir Morangos meio-fraisier meio-pavlova (9 euros); O alperce sobre espelho de moscatel (10 euros) ou a Maçã como numa tarte (9 euros).

O Ipsylon apresenta um ajustamento perfeito entre a cozinha tradicional Portuguesa e a Francesa. É o espaço ideal para uma refeição especial, um encontro inesquecível para guardar na memória. Ideal para conviver e apreciar gastronomia de qualidade.

O Ipsylon Restaurante & Bar fica no hotel de luxo de cinco estrelas The Oitavos, localizado dentro da Quinta da Marinha, em Cascais. Diariamente, entre as 12h00 e as 23h00.

Reportagem de Tânia Fernandes e António Silva

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