Quando entramos na Casa da Companhia, numa das ruas mais movimentadas do Porto, a Rua das Flores, podemos dirigir-nos ao restaurante, mas o espaço não é lugar de um sítio só. Há muito por onde escolher. Na realidade, o espaço de refeições é alargado a várias opções na entrada do hotel. Um ambiente de requinte e sofisticação, como se espera de um hotel cinco estrelas, ao mesmo tempo acolhedor.

A funcionar desde o passado dia 7 de setembro, o restaurante de 20 lugares apresenta-se com uma cozinha de fine dining, pronto a responder às expetativas de um público mais exigente, mas que também entre de espírito aberto para apreciar os sabores tradicionais portugueses, com foco nos produtos da nossa costa, mas também do interior.

É pelo menos essa a base do chef Duarte Batista, que colocou no menu muitas das suas memórias de infância – a cozinha da casa da avó -, muitas das suas raízes – é natural da região do Fundão – e muita da experiência que foi ganhando com outros chefs com quem trabalhou ao longo do caminho, como por exemplo, Miguel Laffan, no L’AND Vineyard.

Na Casa da Companhia há cozinha de memórias e sabores atlânticos para despertar os sentidos
Chef Duarte Batista créditos: Divulgação

“O meu foco principal é ter a casa cheia, clientes que voltem, que criem memórias. Quando era mais novo queria as estrelas (Michelin) e ser conhecido. Mas percebi que esse não era o meu caminho”, explica.

Duarte Batista era para ter seguido uma carreira no desporto, nomeadamente no basquetebol, mas viu o seu sonho mudar de direção devido ao mal que afeta todos os atletas: as malditas lesões. Esse infortúnio levou-o a descobrir na cozinha uma forma de se sentir em casa. A grande inspiração para este início foi o chef Henrique Sá Pessoa e o programa “Entre Pratos”, que teve transmissão na televisão portuguesa em 2007. Era com o pai que tentava recriar os cozinhados que via no pequeno ecrã. A incursão num curso de hotelaria foi o passo natural a seguir. E o resto é história.

Sobre os ingredientes que utiliza, apesar de ter nascido no interior do país, Duarte Batista destaca o carabineiro, o linguado, o lavagante e o salmonete. “É muito prazeroso para mim cozinhar algo muito delicado, a precisão do tempo de cozedura, a delicadeza do produto e, ao mesmo tempo, a explosão de sabor a mar que nos fica na boca”, afirma o chef que faz questão de dar os créditos da sua identidade culinária a todos aqueles com quem se cruzou. “Se não fossem os chefs com quem trabalhei no passado, não era nada do que sou hoje”, declara, acrescentando que na cozinha “partilho tudo, não guardo segredos na hotelaria”.

Ao jantar, além da experiência gastronómica, há toda uma experiência sensorial à nossa espera com um limpar de mãos numa toalha humedecida, um oshibori, com óleos essenciais de bergamota, toalha que no outono e inverno é quente e nos meses de mais calor, frio. Uma tentativa de despertar os nossos sentidos para a experiência que vamos ter, explicam-nos.

Na Casa da Companhia há cozinha de memórias e sabores atlânticos para despertar os sentidos
Tártaro de carabineiro, abacate, coco e tomate créditos: Divulgação

No menu configuram pratos como o tártaro de carabineiro, abacate, coco e tomate (48€) ou o lavagante em manteiga de citrinos, puré e pickles de cenoura, molho de caril e cenoura (38€), nas entradas, o salmonete braseado, knodel de coentro, berbigão, lima caviar, legumes bio, braisage de salmonete (34€) ou linguado a baixa temperatura, terrina de lagostins, curgete, puré de couve-flor, cevadinha de lagostim (32€), na secção de peixes, ou barriga de porco a baixa temperatura, batata-doce, cebolete, gel de ananás dos Açores (30€) ou lombo de novilho, foie gras, cuscos de Vinhais e tomate (38€), nas carnes, entre outros pratos.

Na Casa da Companhia há cozinha de memórias e sabores atlânticos para despertar os sentidos
Lavagante em manteiga de citrinos, puré e pickles de cenoura, molho de caril e cenoura créditos: Divulgação

Destaque nas sobremesas para chocolate 74%, crocante de praliné de avelã, mousse de fava tonka, gel de canela e sorbet de chocolate negro (15€) ou tartelete de amêndoa, ganache de chocolate branco e maçã verde, gengibre e gelado de baunilha (12€).

Na Casa da Companhia há cozinha de memórias e sabores atlânticos para despertar os sentidos
Chocolate 74%, crocante de praliné de avelã, mousse de fava tonka, gel de canela e sorbet de chocolate negro créditos: Divulgação

Casa da Companhia

Morada: Rua das Flores 69, 4050-141 Porto
Reservas: + 351 229 761 020
Horário: das 19h30 às 22h30. Encerra às terças e quartas-feiras.

Na carta há ainda espaço para três pratos vegetarianos como ovo a baixa temperatura, ervilha, hortelã e goma de parmesão (16€), cevadotto de açafrão com “bife” de couve-flor (24€) e gnocchis de beterraba, caril verde de manjericão e legumes bio (26€), e uma sobremesa vegan com a proposta de ravioli de lichia, morango, granizado de manjericão, shot de eucalipto e flor de sabugueiro (18€).

O restaurante está aberto das 19h30 às 22h30 e encerra às terças e quartas-feiras. A Casa da Companhia recomenda a reserva de mesa.

O SAPO Lifestyle esteve na Casa da Companhia a convite do hotel.

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