Quando dois amigos, apaixonados pela gastronomia italiana mas sem qualquer experiência na área, resolvem abrir um restaurante, muita coisa pode correr mal. Não foi isso que aconteceu no Forneria, instalado no Parque das Nações desde 10 de setembro de 2016. Com o experiente mestre pizzaiolo Vítor Cunha à frente da cozinha (e que cozinha!), uma sala ampla e uma esplanada convidativa, Rui Matos e Joaquim Nico apostaram e bem neste espaço. Tudo começou em tom de brincadeira, mas depois de muita pesquisa, que incluiu viagens a Nápoles, uma visita ao Pizza World Championship, a compra de um forno especial e o desenvolvimento de novas receitas, o Forneria nasceu.

Os dois sócios, um gestor e um jurista, consideraram que a zona Norte do Parque das Nações, onde vivem, merecia um restaurante assim. Afinal, a oferta era reduzida para a quantidade de escolas, famílias e empresas daquela área. Há estudantes que “comem uma pizza ao almoço, depois da escola, e à noite trazem os pais”, adianta Rui Matos. E também há os desportistas, que depois de uma boa corrida pelo Parque recuperam forças com as especialidades da casa, como aconteceu na última maratona na Ponte Vasco da Gama, recorda Joaquim Nico. “As pessoas acabam por se deixar estar, não têm pressa, ficam a conviver”.

A decoração industrial e ao mesmo tempo descontraída dá as boas-vindas a quem entra. Ao fundo, o forno de argila, montado tijolo a tijolo no local e aquecido exclusivamente a lenha, é um protagonista discreto de tudo o que aqui se faz. As atenções recaem sobre Vítor Cunha, que amassa, estica, decora e coze as pizzas na cozinha aberta aos clientes. O balcão do Chefe é o local privilegiado para se assistir à ação e meter conversa com o profissional, que esteve vários anos no Casanova e que faz frequentes viagens a Itália para se manter atualizado.

Grande parte dos produtos (enchidos, tomate, mozzarella, queijos, água) vem diretamente de Itália para o restaurante, onde se encontram com alguns frescos, caso do manjericão, produzidos em Portugal.

As pizzas dividem-se em clássicas (por exemplo a Margherita, a Parmigiana ou a 5 formaggi) e as Gourmet, com receitas exclusivas desenvolvidas por Vítor Cunha. Aqui encontramos a de Trufa branca, a Speck (presunto fumado do Norte de Itália), ou a Forneria (di Casa), que tem alcaparras e alecrim. Também há pratos de massa como lasanha e esparguete de camarão, hambúrgueres e menu infantil.

Recusando os congelados e pré-preparados, a cozinha da Forneria é deliciosa. A massa é leve, aromática; os ingredientes têm cheiro e sabor. “Tudo o que é consumido aqui é feito aqui”, garante Rui Matos – até sobremesas como a mousse de chocolate com avelã e mascarpone ou a pannacotta com frutos vermelhos. Neste capítulo, a preferida dos mais novos é sem dúvida a pizza de nutella.

A média de preços por pessoa é de “11 euros ao almoço, 15 ao jantar”, acrescenta o responsável. Não é que o valor suba ao longo do dia, mas à noite há mais tempo para apreciar uma entrada (recomenda-se a Burrata DOP e a Focaccia de alecrim), uma sobremesa ou um vinho. Outra vantagem do local é a facilidade de estacionamento e o horário alargado. O restaurante fecha às 11h, mas acolhe tão bem os seus clientes que por vezes fica aberto até de madrugada.

Forneria

Via do Oriente, 16E, Lisboa

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