"Este é um novo despertar para mim", disse Ize à AFP no Palácio de Tóquio, sede desta edição do evento. Apadrinhado pela modelo Naomi Campbell, o estilista idealizou um desfile em que o verde, o fúcsia e o turquesa inspiram frescor e juventude, sob os acordes jazzísticos de um saxofonista. Os vestidos são adornados com franjas e as roupas são feitas de um tecido às riscas multicolorido criado pelos iorubás da África Ocidental.

Ize é natural de Lagos e formou-se na Faculdade de Artes Aplicadas de Viena, onde cresceu. Mas a sua inspiração continua a ser o rico património têxtil do seu país, com um corte contemporâneo.

Pela primeira vez, Ize ousou na sua coleção de alta-costura, com o tradicional vestido de noiva, de corte austero e cauda longa, adornado com detalhes dourados.

Depois de Ize, desfilam a Weinsanto, de Victor Weinsanto, que regressa ao calendário parisiense, e a francesa Marine Serre, vanguardista e ecológica, com um desfile virtual.

Mais de 30 desfiles

Das 97 marcas que fazem parte do calendário oficial desta edição, que termina no dia 5 de outubro, apenas um terço optou pelo desfile presencial. Mas ao contrário de Londres, onde a máscara esteve ausente, os fashionistas de Paris tiveram que usar as suas.

Dior, Chanel, Hermès, Louis Vuitton também optaram por desfiles presenciais, como Givenchy, que apresentará o primeiro desfile do seu novo diretor artístico, Matthew Williams. O americano traz um toque rebelde, com correntes e cadeados, à histórica marca francesa, que é a personificação do chique aristocrático.

A Balenciaga, que vestiu na semana passada Kim Kardashian com um vestido preto integral na Met Gala em Nova Iorque, também reunirá os seus fãs para um desfile "real".

Entre as grandes ausências estão a Celine, liderada pelo estilista Hedi Slimane, que considera as semanas da moda obsoletas, e Stella McCartney, da gigante do luxo LVMH. A Off-White, marca do americano Virgil Abloh, que também é responsável pelas coleções masculinas da Louis Vuitton, abandonou o calendário há várias temporadas.

Um desfile de homenagem ao israelita-americano Alber Elbaz, diretor artístico da Lanvin, que morreu vítima de COVID-19 em abril, encerrará o evento parisiense. Mas o espetáculo da moda não acontecerá apenas nas passereles de Paris. A partir de 30 de setembro, o Museu de Artes Decorativas (MAD) receberá uma exposição dedicada a Thierry Mugler, pioneiro dos desfiles.

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