"Temos consciência da influência, sobretudo nas novas gerações, das imagens da nossa empresa", afirmou em comunicado o presidente da Kering, François-Henri Pinault.

"Acreditamos que temos uma responsabilidade para estabelecer as melhores práticas possíveis no setor de luxo e esperamos criar um movimento que estimule os demais a seguir os nossos passos", completou o bilionário francês, marido da atriz mexicana Salma Hayek.

A nova política começará a ser aplicada nos desfiles da temporada outono-inverno 2020-2021.

"O nível de maturidade fisiológica e psicológica de modelos com mais de 18 anos parece-nos mais apropriado para o ritmo e as necessidades desta profissão", afirmou Marie-Claire Daveu, diretora de Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Institucionais Internacionais do grupo.

O grupo Kering e a sua rival LVMH, dona de marcas importantes como Louis Vuitton, Fendi e Dior, estabeleceram em 2017 uma "carta" comum de boas práticas que estabelecia 16 anos como idade mínima para as modelos contratadas em campanhas para adultos.

Em fevereiro do mesmo ano, o diretor de casting americano James Scully provocou debate em plena Semana da Moda de Paris ao denunciar o tratamento "sádico e cruel" de algumas empresas contra jovens modelos.

A morte na China de uma modelo russa de 14 anos, vítima de cansaço extremo em outubro de 2017, também gerou um debate sobre as condições de trabalho no mundo da moda.

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