Estes foram os desfiles que chamaram mais a atenção durante o fim de semana e esta segunda-feira.

Uma Longchamp chique

A marca francesa Longchamp inspirouse na parisiense elegante e feminina dos anos 1970, ao estilo de Catherine Deneuve e Romy Schneider, com um toque moderno.

A filha de Kate Moss, Lila Moss, a modelo Coco Rocha e Kendall Jenner, embaixadora da marca, viram da primeira fila as bermudas de couro até o joelho, as botas altas e justas de couro envernizado e as saias e vestidos bordados.

Uma das capas lembrou a série "The Handmaid's Tale", metade vermelha metade leopardo com capuz.

A diretora criativa desta empresa familiar conhecida pelas peças de couro, Sophie Delafontaine, disse que sente que pode arriscar mais em Nova Iorque do que em Paris.

"Sinto-me mais livre em Nova Iorque. Quando viajamos vamos mais longe, exploramos mais", disse após o desfile.

Tory Burch e a nostalgia

Com as atrizes Julianne Moore e Lucy Liu na primeira fila, além da editora-chefe da Vogue americana Anna Wintour, a estilista Tory Burch fez o seu desfile de domingo com tecidos floridos inspirados em porcelanas turcas, inglesas e francesas.

A coleção outono-inverno 2020, apresentada na casa de leilão Sotheby's, teve vestidos de crepe com mangas bordadas e casacos de napa aparentemente inspirados no álbum Sgt. Pepper.

A artista nova-iorquina Francesca DiMattio projetou aos estampados, e as modelos caminharam entre 11 das suas esculturas através de cinco salas.

Os estampados de DiMattio "desfazem as linhas entre feminilidade e masculinidade", disse Burch em entrevista à AFP. "Identifico-me com isso, e com toda a nostalgia da cerâmica".

Atrizes porno na passerelle

As atrizes da indústria pornográfica Asa Akira, Marica Hase e Jade Kush foram as protagonistas do desfile "Herotica" da marca Namilia, que desfilou em colaboração com a plataforma de vídeos pornográficos Pornhub.

"A nossa marca é principalmente sobre ser positivo em relação ao sexo e desafiar os limites", disse Nan Li à AFP.

A dupla de estilistas de Berlim Li e Emilia Pfohl desfilou em 2015 a coleção "My pussy, my choice" (A minha vagina, a minha escolha).

O desfile inspirou-se no universo pornográfico do ponto de vista masculino, mas também na representação dos ocidentais da Ásia.

Uma mulher com franjas que caem em cascata, botas de motoqueiro, minissaia e tops com pompons bordados: Namilia fascinou o público, que recebeu de presente porta-moedas em forma de vagina.

Orgulho negro: Christopher John Rogers

O ousado estilista afro-americano de 26 anos é uma estrela em ascensão. Já trabalhou com Diane Von Furstenberg (DVF) e ganhou em novembro o prémio anual do Conselhos de Designers dos Estados Unidos e Vogue (400.000 dólares). No sábado conquistou a plateia com uma coleção ultracolorida, glamourosa e sexy.

Com 'drag queens' a aplaudir na primeira fila, Christopher John Rogers, que já vestiu Rihanna e Lady Gaga, levou para a passerelle um arco-íris de fatos sofisticados, macacões e vestidos monocromáticos, além de tecidos brilhantes como seda iridescente, tafetás e lamês, muitos bordados com cristais Swarovski.

As modelos - várias delas transexuais - caminhavam lentamente, orgulhosas e confiantes.

"Esta roupa é cara, e deve parecer cara", disse Rogers à publicação Fashion Week Daily após o desfile.

A Semana da Moda de Nova Iorque termina esta quarta-feira.

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