A Organii é uma loja de produtos de base biológica e roupas naturais. Em 2009, Rita e Cátia abrem a primeira loja, a Organii Chiado. Um ano depois, outra loja em Lisboa, no LX Factory, e no CCB, no Porto. E em 2013, o primeiro bio day spa e a Organii bebé na Embaixada, Príncipe Real (Lisboa).

O que ao início poderia parecer um risco, hoje sentem-se muito felizes por terem chegado até aqui. Em conversa com o SAPO Lifestyle, destacam os momentos mais marcantes neste percurso de 10 anos.

Acho que os momentos mais importantes que tivemos foi a abertura de cada uma das nossas lojas, por ser marcante para a empresa como experiência e por nos fazer conhecer novos públicos, novas zonas da cidade. Todas as edições do Organii Ecomarket, dias muito intensos, mas onde conseguimos juntar a comunidade ecológica, aprendemos muito e conhecemos muitas pessoas que nos inspiram. E o momento em que decidimos iniciar uma marca própria, toda de raiz, com fábrica própria”.

Apesar de nem sempre linear, com altos e baixos, e mudanças de direção, o balanço ao final de 10 anos é muito positivo. “As nossas conquistas são sempre novas lojas a funcionarem bem, cada edição do Ecomarket e a nossa equipa. Esta é talvez a nossa maior conquista sempre! Ter uma equipa motivada e alinhada com os valores que defendemos”.

Os momentos mais difíceis é quando têm de fechar ou mudar uma loja, e as pessoas. “Conheci e conheço diariamente gente maravilhosa e connosco passaram várias pessoas que fazem parte da nossa estória e que gostamos muito de rever e que nos visitam. Mas também me desiludi muito com pessoas. E, se calhar, é o que mais me custa a passar e a entender. As pessoas são o melhor e o pior que sempre tivemos, e vamos ter onde quer que a gente vá ou façamos”.

Se tivessem a possibilidade de voltar atrás no tempo, mudariam alguma coisa?. “Tudo faz parte da aprendizagem e o caminho faz-se caminhando, se acharmos que eliminando partes vamos mais longe e mais direito, eu não consigo pensar assim. Temos que andar às voltas, errar, andar perdidas, mas ir encontrando o caminho. Isso faz parte do nosso ADN, não ser uma empresa cheia de planos e baseada em números”.

Organii
créditos: Organii

“Como empresa fomos crescendo e conseguindo ter profissionais experientes a trabalhar connosco que nos ajudam muito no nosso dia a dia. São sempre as pessoas que fazem as empresas e ter profissionais alinhados com os nossos valores e ideias, é o maior motor do nosso desenvolvimento”, explicam.

Por outro lado, a vontade de comprar de forma sustentável e biológico, também mudou de forma positiva. “No início tínhamos de explicar tudo, o que fazíamos. Agora o consumidor sabe mais, é mais curioso e faz perguntas mais especificas, e quer ir mais ao fundo das questões o que tornou mais dinâmica a nossa comunicação”.

Para Cátia e Rita esta mudança de mentalidade fez crescer o seu público e permitiu a existência de uma comunidade que partilha os mesmos valores e que dá preferência a marcas que tenham transparência, tenham “cara” e valores bem definidos por algo que defendem. “Fazemos parte de uma comunidade que quer opções ecológicas, bio, sem produtos químicos, sem crueldade animal. Há 10 anos não se poderia falar de uma comunidade, mas mais de um grupo que se conhecia. Agora temos pessoas de todo o tipo, de todas as idades e isso é muito estimulante. Sentimos que não estamos sozinhas!”.

Rita e Cátia gostam de pensar que a Organii teve, de alguma forma, influência nesta nova forma de consumo e consciência. “Estamos cá para mostrar que a diferença é possível, que é possível ser-se bonita, ter uma pele e um cabelo bem cuidado e ser ao mesmo tempo saudável, ter baixo impacto ambiental e não fazer mal a animais”.

E acrescentam: “Toda a comunidade vive com uma consciência muito diferente, questiona mais, pesquisa, procura, está mais alerta e faz escolhas mais pessoais, adequadas a elas próprias e sem comprometer nem o planeta, nem a saúde”.

Por isso, não é de admirar que ao longo destes 10 anos tenham surgido várias tendências no mercado, como slow living, eco e bio, desperdício zero, artesanal, vegan e sem crueldade animal. De acordo com as fundadoras da Organii, estas tendências vieram para ficar e vão gerar muito interesse no mercado orgânico e biológico. “Acreditamos que mais marcas com estes valores vão aparecer e, portanto, mais oportunidades de interação e parcerias vão surgir. Como marca, queremos desenvolver muito mais a nossa presença digital porque sentimos também que mais gente vive e quer viver fora dos centros urbanos e, como tal, queremos chegar a elas. Não só com produtos, mas queremos falar com elas, comunicar.”

Organii
créditos: Organii

Para já a marca não tem uma embaixadora. Geralmente, a Rita e a Cátia são as pessoas que representam os valores que querem promover, porque para as irmãs é algo de muito pessoal. No entanto, se tivessem de escolher, quem poderia representar a Organii? “Existem várias embaixadoras possíveis para nós, nomeadamente a Inês Nunes Pimentel e a Joana Limão. Teriam de ser portuguesas para podermos conhecer bem e termos a certeza que estão 100% alinhadas com a nossa marca, e elas são um bom exemplo a seguir em tudo! Como comem, como tentam viver, o que colocam na pele”.

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