Toda a ilusão com que se enfrenta uma cirurgia estética pode desfazer-se rapidamente se, na zona operada, surgirem sequelas físicas.

O que fazer então? O mais comum é ter de voltar a passar por uma sala de operações. Trata-se de uma cirurgia secundária que pode melhorar, em grande medida, o resultado final.

O
cirurgião nem sempre
tem a culpa!
Apesar de, quase sempre, se pensar à partida que o cirurgião é o responsável pelos maus resultados que podem decorrer de uma cirurgia, Lai Yun Fee diz-nos que, «de um modo geral, em Medicina, sabemos que existem possibilidades de ocorrerem riscos».

«Há uma percentagem de 3 a 4% de complicações médicas. No entanto, as mesmas não decorrem necessariamente de má prática médica. A complicação surge de condições específicas de cada doente. Uma mesma operação pode correr bem num paciente e mal noutro, devido a alterações da própria pessoa (ou por hemorragias mais acentuadas ou reacções dependentes da patologia base associada)», refere ainda.

Também é importante que o paciente que se submete à intervenção consulte um cirurgião plástico devidamente certificado. «Há uma série de pessoas que praticam na área da cirurgia plástica e do anti-envelhecimento que não estão habilitadas. O site da Ordem dos Médicos tem a lista completa dos cirurgiões plásticos habilitados. Os cirurgiões especializados têm maior noção das situações de risco e sabem como evitar certas situações, o que implica uma grande experiência profissional», acrescenta Lai Yun Fee.

Quando a coisa corre mal

Segundo o cirurgião plástico, «há que distinguir entre um mau resultado real e aquele que, mesmo adequado, não satisfaz o paciente. Todo o ser humano é complexo e compõe-se de uma vertente emocional, espiritual e física.

Há pessoas que passaram por um trauma psicológico que não resolveram e que têm uma má imagem delas próprias. Mesmo que se corrija alguma imperfeição, elas continuarão a ter essa mesma imagem e não ficarão satisfeitas. Há alguns casos que pressupõem um acompanhamento psicológico», adianta Lai Yun Fee.

Como evitar um mau resultado

O custo de uma nova intervenção é da responsabilidade do paciente. A
inda que a percentagem de maus resultados em cirurgia seja pequena, não deixa de ser uma realidade a ter em conta quando planeamos passar por uma sala de operações.

Escolha um bom cirurgião e não se deixe convencer pela publicidade que, às vezes, pode ser enganosa. Mantenha uma relação pessoal com o cirurgião e com a clínica onde vai ser operado. Tente estar a par da experiência do cirurgião, em que Universidade estudou e se tem o título do Colégio da Especialidade de Cirurgia da Ordem dos Médicos.

Comprove se a clínica onde pretende fazer a intervenção se encontra legalizada e dispõe de equipamento de reanimação. As intervenções têm de ser sempre realizadas numa sala de operações. Estabeleça um diálogo com o cirurgião. É adequado que se estabeleça um acordo formal e mútuo entre o médico e o paciente.

É preciso que tudo fique bem definido, nomeadamente, os objectivos pretendidos com a cirurgia, nomeadamente o que é que o médico pode oferecer e o que o paciente pode esperar do cirurgião? Informe-se também acerca das substâncias utilizadas na sua cirurgia, do tipo de prótese colocada e da empresa responsável.

Todos os cirurgiões plásticos são obrigados a tirar fotografias do antes e do depois, até por uma questão de defesa própria. Se a intervenção requer tubos de drenagem, não aceite ter alta sem estar em observação durante, pelo menos, 12 horas.

Texto: Cláudia Pinto

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