O ponto G, esse misterioso local situado na parede anterior da vagina, foi descrito pela primeira vez em 1950, pelo ginecologista alemão Ernst Grafenberg.  Da primeira letra do seu apelido gerou-se o nome do ponto. «A descrição original falava de uma pequena zona erógena, levemente saliente e justaposta à uretra, que, quando devidamente estimulada, levava a orgasmos intensos e à emissão de um fluido através da uretra», refere Nuno Monteiro Pereira, médico urologista no Hospital Lusíadas, em Lisboa.

«Com o decorrer dos anos, assistiu-se a um fenómeno curioso. A comunidade científica duvidava da existência do ponto G, alguns meios de comunicação falavam dele com entusiasmo e a convicção da sua existência tornava-se muito popular. A comunidade médica sempre reconheceu o importante papel do clitóris na excitação feminina e, em geral, considera que a estimulação da vagina é muito menos eficaz e que, quando existe, pode ser gerada em qualquer ponto do órgão, e não apenas num determinado ponto», diz.

«Até que há cerca de cinco anos surgiu a teoria do clitóris interno. Estudos imagiológicos com tomografia computorizada, realizados enquanto a mulher se masturbava e tinha orgasmo, revelaram que o clitóris excitado se liga a uma estrutura disposta em três planos, que se estende ao longo da parede anterior da cavidade vaginal, estrutura que pode explicar a existência de um foco vaginal de maior prazer e satisfação sexual», esclarece ainda o especialista.

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