Ouço muitas vezes aquela explicação ‘ranhosa’ do bom e do mau ciúme! Do ciúme q.b. como se estivéssemos a falar daquela pitada de sal que faz toda a diferença na salada de alface.

“Eu tenho ciúme, mas é aquele ciúme que apimenta a relação” e, de repente, estamos perante uma necessidade de sentir este tipo de emoção porque o parceiro ou a parceira que não demonstra tal atitude não pode sentir seja o que for, de especial, por mim. Dou por mim a ouvir muitas vezes em consulta a explicação do fim do amor. “Eu já não sinto ciúmes...e ela/ele também não”...

Se eu vos dissesse perentoriamente que todo o ciúme é mau quanto é que vocês duvidavam de mim?

Isso do bom ciúme e do mau ciúme é só uma forma de validarmos emoções que nos fazem profundamente mal e por isso deixem-me esclarecer-vos aqui um conceito que me parece valioso. A sensação de propriedade e pertença de uma relação, deve existir e essa sim na dose adequada. Aquilo que nos faz sentir que somos parte integrante de algo com alguém. Aquele é o meu namorado, o meu parceiro, o meu marido e eu sou dele, na medida certa do sentimento. E sim, também aqui a medida certa tem que ser tida em consideração. O momento em que sabemos que deixamos o eu para sermos nós, mas que o eu existe e sempre existirá em toda a nossa essência. Isso não é ciúme, é pertença. E a pertença é uma prova de Amor...

Ciúme é uma coisa que não é boa, que não nos acrescenta, que não nos engrandece e que apenas nos magoa.

Ciúme é outra coisa. Ciúme é o que nos agasta, que nos magoa, que nos perturba. Que traz à nossa mente uma instabilidade e insegurança tal que nos turva o raciocínio e nos estraga momentos que deveriam ser especiais. O ciúme é um vulcão em constante erupção, é fogo que se vê, é ferida que dói e se sente. E nunca é pouca coisa, nunca é q.b. para uma das partes, nunca é pertença, é posse.

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“Eu sou ciumenta mas de forma saudável”... O ciúme nunca é saudável. Investigar o outro, mexer no telemóvel, querer saber todos os passos, querer as passwords, responder a mensagens que não são suas...controlar as entradas de novas amizades do Instagram, os gostos, as partilhas, o horário de trabalho, as idas à casa de banho.

O ciúme não é Amor e muito menos prova do mesmo.

Ciúme é outra coisa. E uma coisa que não é boa, que não nos acrescenta, que não nos engrandece e que apenas nos magoa.

Ciúme é cobiça, é avidez...é acima de tudo, dor!