É normal e até legítimo que quando se começa a sair com alguém, se criem expetativas e se façam planos mentais. No entanto, por vezes relevam-se detalhes extremamente importantes, tais como “ele(a) faz-me querer ser uma pessoa melhor”, “eu sou eu mesmo”, “é mesmo isto que quero” ou “não tenho medo nem receio de ser ou fazer determinadas coisas”. A ideia é que se construa um relacionamento sólido e duradouro, cujas bases assentem em cumplicidade, companheirismo e intimidade e que cada um revele o que tem de melhor e que “puxe” o outro à tona quando é necessário.

É claro que não há nenhuma receita certa, mas há determinadas posturas e comportamentos que se adotam, a médio e longo prazo, e que irão acabar por minar e eventualmente arruinar um relacionamento. Saiba quais são...

Viver das aparências

O outro não é bem o tipo de pessoa que idealizou? A vossa vida a dois não o satisfaz a 100%? Mas, perante os outros tudo parece perfeito? A vossa família, amigos, conhecidos e colegas acham que vocês são excelentes um para o outro e o cenário parece idílico, no entanto, tal não é bem verdade. Não sinta a pressão do seu meio envolvente, nem tente provar que é efetivamente verdade o que os outros pensam. A pessoa que está ao seu lado pode ser perfeita, mas não para si. Não entre na teia nem se tente enquadrar socialmente, porque só vai estar a acomodar-se a uma vida que não quer, já para não falar que está a empatar-se a si e ao outro. Um relacionamento só tem de satisfazer a quem está nele e não aos demais.

Pressão

Na senda do que foi referido, ter alguém que esteja constantemente a dizer que o seu parceiro é o ideal, que você teve muita sorte e que tem de ter muito cuidado para o preservar, é meio caminho andado para que comece a ter receio de falar ou comportar-se de determinada maneira. Não entre neste jogo! Não existe nada pior, do que começar a viver uma vida forçada, onde é necessário medir palavras e comportamentos, com medo que o outro não o aceite ou não goste. O amor é para ser espontâneo e por isso, não ceda a pressões.

Importar-se com rótulos

Isto já é ideia do século passado, não concorda?! Ligar a factores como carreira, apelido, beleza ou outros, é algo superficial, ainda que o possa encantar no início, e provavelmente com o decorrer da relação verá que é algo que se torna irrelevante. Aquilo que deve interessar e importar quando nos relacionamos com os outros, é o seu carácter e personalidade e até que ponto é benéfico para o seu bem-estar e crescimento pessoal.

Dar importância aos padrões da sociedade

Não queira ser igual aos outros só para se encaixar. Os padrões e expetativas da sociedade vão existir sempre, mas tal não significa que os mesmos estejam certos ou sejam a escolha acertada para si. Livre-se dos rótulos, da opinião dos outros e dos padrões. Construir uma relação padrão em vez de se importar com aquilo, que efetivamente representa e é, é meio caminho andado para defraudar as suas expetativas ao longo do tempo. Não tenha receio de ir contra a maré, até porque ser livre e autêntico é bem melhor do que viver em “manada”.

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