Depois de em 2015 ter funcionado como projeto-piloto, a “Field School” de Santarém, a segunda a ser criada pela universidade canadiana Simon Fraser na Europa (a outra é na Grécia), regressa este ano para mais uma formação em bioantropologia em contexto forense aplicada às populações do passado, afirma uma nota do município.

A escolha de Santarém decorre do facto de a cidade apresentar “um vasto património cultural, legado de dezenas de milhares de anos de ocupação humana”, sendo “o município português com um número mais elevado de séries de enterramentos individualizados e devidamente conhecidos”, acrescenta.

No projeto estão também envolvidos o Instituto Politécnico e a Santa Casa da Misericórdia de Santarém, afirma a nota.

Na altura da primeira edição da iniciativa, António Matias, arqueólogo na Câmara Municipal de Santarém, disse à agência Lusa que a riqueza arqueológica da cidade, e os inúmeros trabalhos de investigação que os achados, em particular de ossadas humanas, têm originado, fazem dela um lugar privilegiado para os investigadores de vários ramos das ciências.

O interesse desta universidade de Vancouver resulta do facto de a legislação canadiana não permitir a investigação em restos humanos em contexto arqueológico, sendo Santarém um local privilegiado dado o legado de milhares de anos de ocupação humana que fazem deste município o que tem o “número mais elevado de séries de enterramentos individualizados e devidamente conhecidos” em Portugal, disse.

A ligação à Simon Fraser University (SFU) vem da colaboração que António Matias tem mantido com Hugo Cardoso, docente naquela universidade.

Os dois estão a realizar um estudo de avaliação nutricional da população medieval a partir do conjunto de esqueletos encontrados num pequeno cemitério muçulmano descoberto durante as obras de renovação de um edifício no centro histórico de Santarém.

A maioria dos estudantes que estarão estas duas semanas em Santarém frequentam formações em áreas que vão da arqueologia à biologia humana ou à genética.

Nas escolas que possui, na Grécia, na Austrália, nas Fidji, no Pacífico Sul e no próprio Canadá, a universidade canadiana financia bolsas de um mês para licenciaturas, mestrados, doutoramentos e pós-doutoramentos, contando o trabalho de campo realizado como créditos para as disciplinas que os estudantes lecionam na SFU.

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