
A Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica Leão de Arroios, em Lisboa, quer que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) corrija rapidamente os problemas que, dizem, põem em risco a segurança das 400 crianças, mas também de professores e funcionários.
“No ano passado, a autarquia fez obras, mas ficaram inacabadas. Retiraram os toldos que protegiam as salas de aula do sol e não os substituíram por nada”, disse à agência Lusa Isabel Lopes, da associação de pais.
Isabel Lopes contou que na terça-feira, com a subida das temperaturas, a professora da sua filha “teve de retirar todos os alunos da sala de aula, molhar-lhes a cabeça e fazer penteados para os refrescar”.
É que uma das paredes das salas de aulas é praticamente toda envidraçada e, “como as salas são viradas a sul, o sol bate durante todo o dia e agora, com o calor, os alunos cozem”, explicou a encarregada de educação, sublinhando que “os miúdos estão expostos a temperaturas muito elevadas”.
Os pais temem, ainda, pela segurança dos seus filhos, porque a escola não tem um Plano de Evacuação e Segurança e foi construída num prédio onde dois dos três pisos ficam abaixo do nível do solo e o recreio é interior.
O pátio da escola, onde os alunos brincam, está rodeado de prédios e a única forma de sair do estabelecimento de ensino é por uma porta que dá diretamente para uma rua. “A escola não tem uma porta corta-fogo, que é obrigatória, e os miúdos estão trancados à chave”, lamentou Isabel Lopes.
Segundo a representante da associação de pais, “há dois anos que a autarquia diz que está a fazer o plano de evacuação e segurança, mas ainda nada foi feito”.
Os pais queixam-se, ainda, de os alunos não poderem usar a biblioteca que está a ser usada, há dois anos, como sala de aula de uma das turmas.
Outro dos problemas que os encarregados de educação apontam à escola é a qualidade do chão do recreio, que antes das obras era escorregadio e foi substituído por um “demasiado abrasivo”.
“O chão do pátio foi substituído por um material demasiado abrasivo e temos alunos que deixaram de correr no pátio, outros já tiveram o azar de cair e ficar esfolados, alguns com gravidade. A câmara fez uma vistoria, tentou ver se o material desgastava, mas não desgasta. Continua igual, perigoso, e causando lesões diariamente”, afirmou a mãe.
Segundo Isabel Lopes, “os vereadores da Câmara têm-se mostrado preocupados com estes problemas e dizem que vão tratar das coisas, mas depois não dão quaisquer datas concretas”.
A Lusa questionou a Câmara Municipal de Lisboa sobre a data de resolução dos problemas, mas não recebeu qualquer resposta até ao momento.
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