Com a "falta de vocações" a limitar o serviço da instituição a 11 religiosas, a irmã Maria Trinité disse à Lusa que no LIP "são os idosos com as reformas mais baixas os primeiros a entrar", num apoio à sociedade que mantém a regra nascida com a congregação, em França, em 1839, e que a fez chegar a Portugal quase no final desse século.

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Servida por 35 funcionários que cuidam diariamente dos idosos, a instituição "vive da generosidade das pessoas", recolhida diariamente por "duas irmãs que percorrem as ruas do Porto", contou a freira, elogiando os portuenses "pela sua generosidade" e também "por nunca terem permitido que a congregação saísse da cidade".

"Quando a monarquia caiu, um general veio cá exigir que partíssemos, mas um benfeitor da congregação respondeu-lhes que, se assim fosse, que seriam eles [os militares] a ter de tratar dos velhinhos, o que o general recusou e assim permitiu que continuássemos por cá", relatou Maria Trinité.

"Um milagre todos os dias" apresentado este sábado

Situada em Pinheiro Manso, no Porto, a congregação tem também, ao longo dos anos, "sido abençoada com as heranças deixadas em testamento por antigos benfeitores", relatou a irmã.

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E foi este "pulsar de solidariedade" que Henrique Manuel Pereira procurou na produção do documentário "Um milagre todos os dias" que no sábado vai ser apresentado na Universidade Católica do Porto, num trabalho que "surgiu por acaso, mas que pretende ser também um gesto de gratidão", divulgando a "causa e a casa".

Na sua terceira longa metragem, o docente da Escola de Artes daquela faculdade pretende "mostrar um trabalho em que os velhos são tratados como pessoas e não como máquinas avariadas".

Com manifestações de "humor e de solidão, de força e de fragilidade, de abnegada dedicação e criativo serviço, tendo por horizonte a última estação da vida", o documentário, de 60 minutos de duração, quer "despertar, tocar e fazer justiça", disse à Lusa o realizador.

Fundadas por Santa Joana Jugan, as Irmãzinhas dos Pobres chegaram ao Porto no remoto ano de 1895, inaugurando a sua casa do Pinheiro Manso em maio de 1900.

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