No total, serão 80 as equipas de militares (60 do Exército e 20 da Marinha) que “apoiar a abertura do ano escolar, um trabalho da maior relevância para as Forças Armadas”, disse o almirante António Silva Ribeiro, acrescentando que a ação foi acertada pelo próprio em reuniões com os ministros da Defesa Nacional, da Saúde e da Educação.

Esta foi uma das missões das Forças Armadas no combate à pandemia de covid-19 que o almirante Silva Ribeiro abordou hoje durante uma audição na comissão parlamentar de Defesa, na Assembleia da República, a pedido do PS.

Segundo o almirante, “vão abrir 800 escolas do ensino secundário”, para aulas do 11.º e 12.º ano, e foi pedido às Forças Armadas que se “disponibilizassem para apoiar o Ministério da Educação e da Saúde no desenvolvimento de medidas de confiança e de segurança nas escolas”.

Os militares, na descrição de Silva Ribeiro, vão “andar por todo o país a dar formação a professores e funcionários”, para “desinfetar alguns estabelecimentos que estiveram abertos”, além de “ações de sensibilização junto dos alunos”.

Será uma “operação gigantesca” cujo planeamento será feito na sexta-feira e “para começar a trabalhar logo que possível”, concluiu.

Nas últimas semanas, as Forças Armadas têm ajudado com o apoio em instalações hospitalares, até 2.300 camas, mas também nas desinfeções de lares de idosos ou no apoio em serviço vários, como hemodiálise no Porto para utentes do Serviço Nacional de Saúde, em Braga.

Em 09 de abril, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que, até ao 9.º ano, todo o terceiro período prosseguirá com ensino à distância, com avaliação, mas sem provas de aferição nem exames, mantendo-se os apoios às famílias com filhos menores de 12 anos.

No ensino secundário ainda pode haver aulas presenciais no terceiro período, mas Costa não deu certezas.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 170 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Em Portugal, que vive em estado de emergência desde 19 de março, morreram 762 pessoas das 21.379 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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