Na província de Shaanxi, China, uma mulher identificada apenas como Ma, de 27 anos, estava prestes a dar à luz o seu primeiro filho. A mulher, que se encontrava nas 41 semanas de gravidez, queixou-se de dores muito fortes e insuportáveis enquanto estava no hospital para realizar o parto e pediu para ser vista pelo médico.

O diagnóstico revela que "a cabeça do bebé era demasiado grande para permitir um parto vaginal sem riscos", conforme noticia o Independent. Como tal, era necessário fazer uma cesariana.

O problema é que apesar de Ma querer a realização da cesariana, na China esta operação tem de ser consentida pela família que optou por não o fazer. Preferiu esperar para ver como a situação evoluía, revela ainda a mesma fonte.

Quando voltaram ao quarto, Ma tinha saltado da janela do quarto do hospital. A mulher e o bebé tiveram morte imediata.

O caso está a chocar a China, e os protestos contra a forma como o país trata as mulheres não se fizeram esperar, nomeadamente nas redes sociais. O público levanta questões como "as mulheres casadas deixam de ser humanas?", "só uma mulher grávida pode sentir a sua dor, porque é que a sua assinatura não é o suficiente?"

A cesariana era uma prática comum na China no período em que existia a política de 1 filho. Mas desde que o governo abandonou essa imposição em outubro de 2015, permitindo que os casais pudessem ter mais do que um filho, o parto "normal" começou a ser incentivado.

A cesariana passou a ser vista de forma diferente, e inclusive o porta-voz da Comissão Nacional de Planeamento e Planeamento Familiar, Mao Qunan, afirmou em 2016 ao Financial Times, "As mulheres devem considerar que se optarem por uma cesariana no seu primeiro filho, isso poderá afetar a sua segunda gravidez".

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