A conclusão é de um estudo de Universidade de Deusto, no País Basco: cerca de 27% das espanholas está insatisfeita com a maternidade. Este número, preocupante, pode vir a aumentar: 17% das raparigas entre os 18 e os 26 anos que participaram num estudo conduzido por Laura Sagnier, diretora da empresa PRM Market Intelligence, confessaram não querer ter filhos.

Refira-se que o grau de insatisfação destas mães é variável: 9% arrepende-se verdadeiramente de ter sido mãe e 18% confessa-se desapontada, mas admite voltar a repetir a experiência.

O estudo abrange diversos capítulos da vida das mulheres, e Laura Sagnier acredita que, mais do que tristes ou infelizes, o que as participantes revelam é uma extrema exaustão. “Mesmo aquelas que vivem com um companheiro quase não encontram um momento para si. São obrigadas a desmultiplicar-se em relação ao trabalho, aos filhos, à casa e à vida conjugal.”

O problema, diz Sagnier ao La Vanguardia, é que “os homens continuam a ajudar muito pouco. Uma mulher com filhos e sem parceiro trabalha o mesmo (fora e dentro de casa) do que aquela que vive sem parceiro”. Na verdade, garante. “elas gastam quase três vezes mais tempo com as tarefas da casa do que eles, e ainda suportam 42% das despesas familiares”.

Há um dado curioso que a especialista faz questão de sublinhar: no que toca às relações pessoais, a maior fonte de felicidade parecem ser as crianças, mas, quando se trata de medir a sensação de bem-estar, o foco vai para a relação do casal. Daí que “as mulheres mais infelizes sejas as que se sentem mal com o parceiro: 13%. Há muitas mães felizes com os seus filhos, mas infelizes com a vida.”

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