Ana Maria Lopes, advogada da jovem suspeita de ter abandonado o filho, recém-nascido, num contentor do lixo, em Lisboa, quer rever a medida de coação atribuída à arguida.

A advogada quer que a jovem de 22 anos saia da cadeia de Tires e passe a cumprir prisão domiciliária com pulseira eletrónica numa instituição de solidariedade social.

Mulher dá à luz em corredor de hospital e fotógrafa capta o momento
Mulher dá à luz em corredor de hospital e fotógrafa capta o momento
Ver artigo

Em declarações ao Expresso, a advogada diz ter a garantia de uma ONG com capacidade para receber presos preventivos que pretende acolher a jovem cabo-verdiana.

"Ainda estou a preparar o recurso da medida de coação. Com o compromisso de uma instituição que pode acolher a Sara, desde que seja esse o interesse da mesma, estamos em crer que o recurso pode ser procedente. Não se verificando tal procedência resta pedir a alteração da medida de coação no final de três meses quando da revisão obrigatória de tal medida", adiantou ao referido jornal.

Bebé já teve alta

O bebé encontrado num caixote do lixo em Lisboa teve ontem alta hospitalar da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), a meio da tarde, e "saiu clinicamente bem", avançou à Lusa fonte do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC).

A mesma fonte indicou que o CHULC “cumpriu” com o seu papel em termos de cuidados de saúde ao recém-nascido, sem adiantar informações sobre quem acolheu o bebé. Na quarta-feira, o Ministério Público informou que o Tribunal de Família e Menores de Lisboa decidiu entregar a criança deixada pela mãe num ecoponto da capital, no início do mês, a uma família de acolhimento.

Menino prodígio de 9 anos está prestes a concluir curso universitário
Menino prodígio de 9 anos está prestes a concluir curso universitário
Ver artigo

Segundo uma nota da Procuradoria-Geral da República enviada à agência Lusa, o juiz decidiu a favor da proposta do Ministério Público, “tendo determinado a substituição da medida de acolhimento residencial pela de acolhimento familiar, a título cautelar, a concretizar aquando da alta clínica da criança”.

A nota esclarece que o Ministério Público do Juízo de Família e Menores de Lisboa instaurou um processo de promoção e proteção a favor da criança, “no âmbito do qual foi decidido pelo juiz, desde logo e para salvaguardar a possibilidade de o bebé ter alta clínica no imediato, aplicar a medida cautelar de acolhimento residencial”.

Posteriormente, foi comunicada ao tribunal a existência de uma família de acolhimento selecionada nos termos da lei e o Ministério Público promoveu então que se procedesse à revisão da medida inicialmente aplicada, no sentido da respetiva substituição pela de acolhimento familiar, a aplicar também a título cautelar.

Newsletter

Receba o melhor do SAPO Lifestyle diariamente no seu email.

Notificações

Os temas mais inspiradores e atuais estão nas notificações do SAPO Lifestyle.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.