A PHDA carateriza-se pela falta de atenção, excesso de atividade motora (hiperatividade) e impulsividade. Está relacionada com causas biológicas e não com o mau exercício das responsabilidades parentais. Não é uma dificuldade ao nível cognitivo, mas sobretudo do comportamento.

Siga estes 7 passos, se suspeita que o seu filho possa ter esta perturbação:

1. Aprenda a identificar os sinais da PHDA e os respetivos mitos

Para quem se depara pela primeira vez com esta perturbação, pode ser difícil identificá-la. Os sinais nem sempre são percetíveis - há variáveis que podem mascarar o caso - e requerem uma avaliação clínica complexa, na medida em que envolve várias etapas. São várias as interrogações que precisa saber responder com total segurança.

Questões importantes: A falta de atenção que a criança apresenta na escola será sinónimo de PHDA? O grau de desatenção que manifesta durante as aulas é suficientemente preocupante para que procuremos a ajuda de um especialista? Será que esta perturbação afeta mais indivíduos do sexo masculino? Trata-se de um distúrbio ou apenas distração? A agitação é natural da idade ou um transtorno? Como ter a certeza?

2. Procure padrões comportamentais

Esteja atento a todos os sinais. Tome nota sobre o que vê e em que circunstâncias. Se o fizer, mais facilmente conseguirá detetar padrões de comportamento que permitam ajudar ao diagnóstico. Todas as crianças, em algum momento, têm atitudes e comportamentos que podem associar-se à PHDA. Ao elaborar uma lista de comportamentos do seu filho estará a facilitar o processo de transmissão de informação a um especialista em caso de necessidade.

Questões importantes: O seu filho é irrequieto demais, levanta-se e mexe-se em alturas inadequadas quando devia estar sossegado? Faz coisas sem pensar nas consequências? Tem dificuldade em cuidar dos seus bens pessoais?

3. Informe-se sobre o que se passa na escola

Contacte a escola. Converse com o professor do seu filho sobre as suas suspeitas e peça colaboração. Pergunte também se na sala de aula a criança manifesta idênticos comportamentos. A partilha de informação é fundamental para que se faça luz sobre tantas interrogações e, em simultâneo, para que melhor se perceba como ajudar a criança. Nunca esquecer: esta perturbação afeta a capacidade de a criança estar atenta, prejudicando-a a nível escolar e comportamental.

Questões importantes: A criança está desatenta na aula? Apresenta dificuldades em manter a concentração em determinadas tarefas? Não presta atenção aos detalhes? Distrai-se com estímulos sem importância? Não cumpre as ordens ou as instruções dadas? Perde objetos facilmente?

 4. Contacte com outros casos

A PHDA é muito comum. Não faltam casos, muitas vezes bem perto de nós. O contacto com outras pessoas que já passaram por situação idêntica pode ser uma experiência muito enriquecedora.

Partilhe as suas inquietações e oiça o que têm para lhe dizer.

5. Transmita confiança à criança

Muitas crianças tendem a sentir-se mal quando agem de maneira diferente das expectativas da família. Sentem-se culpadas, afetando a sua autoestima. As que sofrem de PHDA manifestam dificuldades em gerir emoções e chegam a ter comportamentos agressivos, e de autoagressão, em momentos de crise. Transmita-lhe confiança para superar os obstáculos. Faça-o ver que em conjunto conseguirão vencer as dificuldades.

6. Saiba onde recorrer para ter ajuda

Para além dos professores, também o médico do seu filho pode ser um precioso aliado. Algumas escolas colocam à disposição dos alunos avaliações. Em caso contrário, poderá recorrer a centros de desenvolvimento e aprendizagem que oferecem total garantia de qualidade e experiência no acompanhamento.

7. Encontre formas de ajudar em casa

Encontre os pontos fortes do seu filho e reforce-os. Mesmo sem ter a certeza que a criança tem PHDA, há sempre muitas e boas formas de ajudar em casa. Há estratégias que resultam e podem ser usadas em família, permitindo gerir com maior tranquilidade e segurança as eventuais dificuldades.

São estas e outras informações que tentam dar alguma orientação ao que observa em casa no seu filho e que poderão ajudar a decidir por procurar alguma ajuda mais especializada. No entanto, reforçamos que passar da suspeita à certeza de um diagnóstico, poderá levar à intervenção mais adequada. E quanto mais cedo o tivermos mais eficaz será a implementação das (várias) medidas e estratégias, quer em casa quer na escola.

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